Sexta-feira, Julho 17, 2009

Salada de grão com chispe

Chispe de porco não é uma parte do porco que entre muito cá em casa. Há uns tempos atrás decidi comprar um chispe para assar no forno. Lembro-me que quando partilhei casa com a São, minha colega de curso, numa das nossas muitas jantaradas, ela ter feito chispe assado no forno. E que bom que ficou! Passados tantos anos, esse assado de chispe ainda anda na minha memória.

Mas como tantas outras vontades e intenções, vai passando a oportunidade e o hoje passa para amanhã e o amanhã para a semana e, assim sucessivamente. Agora que ando a dar volta ao congelador, eis que chegou a vez do chispe, mas não do assado. Curiosamente esta semana também cozi um quilo de grão e achei que deveria fazer receitas para usar o grão cozido e encher com ele as gavetas do congelador que ando a tentar esvaziar. Pois bem, chispe e grão soa-me a uma combinação interesssante. E salada de grão com chispe?

Confesso que grão, chispe e salada na minha cabeça não pareciam combinar lá muito bem. Soava-me um pouco estranho, mas tinha que encontrar uma solução. Não poderia andar a semana inteira a comer grão guisado com chispe, outra das alternativas que encontrei para o chispe e o grão.

A receita da salada de grão com chispe foi encontrada aqui. Não sei muito bem como ali fui parar, mas apesar de à primeira impressão não me parecer lá muito apelativo, como já referi, não coloquei a ideia de lado e resolvi experimentar.


Ingredientes:
3 rodelas de chispe
500 g de grão cozido
6 pepinos em pickles
2 colheres de sopa de azeitonas pretas às rodelas
16 azeitonas verdes recheadas com pimento vermelho
1 cebola
1 dente de alho
coentros frescos
1 tomate
6 folhas de alface
azeite
vinagre de vinho branco
pimenta de moinho
sal (facultativo)


1. Cozer as rodelas de chispe em água temperada com sal.

2. Depois do chispe cozido, retirar as gorduras e cortar a carne em pedaços pequenos para uma taça. Adicionar o grão cozido.

3. Picar a cebola, o dente de alho e cortar o tomate em pedaços pequenos. Juntar à carne.

4. Adicionar as azeitonas e os pepinos picados. Mexer.

5. Juntar um raminho de coentros picados e a alface.

6. Temperar com pimenta, azeite e vinagre a gosto.

Como as azeitonas já têm muito sal, nesta salada não temperei com sal. As quantidades dão para três a quatro pessoas.

A salada fica muito agradável. A carne da zona do chispe é muito saborosa no entanto, como tem muita gordura, só costumamos usá-lo, cá em casa, no cozido à portuguesa, mas o assado de chispe no forno não ficou esquecido. Foi apenas adiado.

Quarta-feira, Julho 15, 2009

Salmão com gengibre e caril

Já há algum tempo que fiz esta receita, mas entretanto fui fazendo e postando outras que esta foi ficando para trás.

A ideia para este salmão surgiu de improviso e serviu para dar uso a alguns legumes que tinha na altura no frigorífico.


Ingredientes:
6 folhas de couve chinesa
1/2 pimento vermelho grande
1 courgette
200 g de feijão verde
4 lombos de salmão
sumo de 1 limão
2 dentes de alho
gengibre em pó
caril
sal
pimenta
azeite

Cortei em tiras couve chinesa, courgette, pimento vermelho e feijão verde (cortado longitudinalmente).

Num pirex coloquei papel de alumínio e por cima, apenas na base, papel vegetal onde coloquei os legumes cortados.

Por cima dos legumes coloquei os lombos de salmão e reguei com sumo de limão. De seguida, temperei com sal, dispus em cima dos lombos de salmão os dois dentes de alho cortados às rodelas, polvilhei com pimenta, gengibre e caril a gosto. Por fim, reguei com um fio de azeite.

Fechei o papelote com papel de alumínio e levei ao forno.

Gostei da combinação de sabores e da couve chinesa cozinhada assim.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Julie & Julia num fim-de-semana calminho

Este fim-de-semana que passou foi calminho. Calminho significa que não tive nenhum programa especial, que passei grande parte do tempo em casa.

Na sexta-feira jantei no Bairro Alto, em mais um encontro do À Volta das Letras, no Calhariz do Príncipe, sugestão de um amigo e membro do clube, conhecedor da vida do Bairro como ninguém que eu conheça.

Gostei do restaurante, muita afluência, muita gente à espera de mesa o que normalmente quer dizer alguma coisa, comidinha saborosa e tradicional. Para a mesa veio peixe de espada grelhado, calamares, filetes, secretos de porco preto, arroz de cação com camarões e um arroz de grelos que me deixou a salivar, ou não fosse eu fã deste tipo de arroz. A acompanhar sangria de vinho tinto bem fresquinha.

Depois do jantar demos uma volta pelas ruas do Bairro Alto, acabámos a noite num bar junto ao restaurante O Caracol, que já coloquei na minha lista de restaurantes a visitar, dado que o Paulo e a Rute falaram de forma tão efusiva em relação ao restaurante que me deixaram cheia de vontade de lá ir jantar um destes dias. Para além disso, gostei da esplanada, de ver gente ali a jantar, do ambiente. Na altura fez-me lembrar um restaurante, em Bolonha, onde tive o prazer de jantar na última vez que lá estive.

No sábado e no domingo aproveitei as tardes para estar refastelada na espreguiçadeira, no quintal, a ler enquanto ouvia tocar violino num dos prédios vizinhos. O livro escolhido foi Julie e Júlia de Julie Powell. O livro é o relato de Julie Powell e do seu projecto: cozinhar durante um ano 524 receitas do livro de Julia Child, Mastering The Art of French Cooking. Projecto esse que começou num blogue.

Julie e Julia é um livro bem disposto e divertido. Julie para além de relatar as suas aventuras na cozinha com receitas e técnicas às vezes bem complicadas para quem se inicia na cozinha, estabelece ligações com a vida de Julia e do seu marido, Paul Child, e vai acrescentando aspectos da sua vida pessoal. A relação com o marido, com os pais, com o irmão e com as amigas, o seu trabalho, a sua insatisfação, os problemas da mudança de casa e as peripécias de viver num pequeno apartamento.

O livro passou a filme e chega em Agosto aos cinemas. Julia Child é interpretada por Meryl Streep e Julie Powell por Amy Adams. O interessante neste livro é que me está a despertar a curiosidade para a figura de Julia Child, apetece-me descobrir mais sobre esta figura feminina que se tornou, no mundo da cozinha, uma referência nos EUA.

Sexta-feira, Julho 10, 2009

4 por 6: Arroz de Peixe com Miolo de Amêijoas e Clafoutis de Pêra

Para esta participação no projecto 4 por 6 escolhi para prato principal Arroz de Peixe com Miolo de Amêijoas e, para sobremesa, Clafoutis de Pêra.

Eu sou fã dos arrozes. De peixe, de marisco, de legumes, de tomate, etc. Para mim um arrozinho sabe sempre bem. Em termos de preferência gosto deles malandrinhos ou seja, com um pouco de caldo e sem que o arroz esteja demasiado cozido, o que estraga logo tudo.

Tive a ideia desta receita quando me apercebi que ainda não tinha feito nenhuma proposta de arroz para o projecto 4 por 6. Antes de chegar à ideia do arroz pensei em carapaus no forno, numa salada de polvo com grão, mas quando fui às compras, andei a ver os preços, pensei nas propostas e no que mais nos agradaria cá em casa, ficou decidido que seria o arroz.

Arroz de peixe com miolo de amêijoas


Ingredientes:
1 cebola
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1 tomate maduro
3 colheres de sopa de polpa de tomate
300 g de arroz carolino
sal e pimenta q.b.
3 postas de pescada
0,120 g de miolo de amêijoa (congelado)
1 L de caldo da cozedura do peixe (aproximadamente)
1 raminho de coentros

1. Cozer as postas de pescada em água temperada de sal.

2. Depois do peixe cozido, retirar a pele, as espinhas e lascar as postas. Reservar o peixe e o caldo de cozedura.

3. Picar a cebola e os dentes de alho para um tacho. Adicionar o azeite e levar ao lume. Deixar refogar um pouco.

4. Adicionar o tomate sem pele e sem sementes cortado em pedaços. Deixar refogar mais um pouco. Temperar com sal e pimenta a gosto.

5. Juntar a polpa de tomate e o arroz. Mexer e adicionar um pouco de caldo de cozedura do peixe, que deverá estar quente.

6. Deixar cozer o arroz e ir adicionando aos poucos caldo. Mexer em cada adição de caldo.

7. A meio da cozedura do arroz adicionar o miolo de amêijoa e o peixe. Deixar cozinhar acabar de cozinhar, adicionando sempre que necessário um pouco de caldo.

8. Assim que o arroz estiver cozido, retirar do lume e servir polvilhado com um ramo de coentros picados.


E agora para sobremesa, Clafoutis de Pêra.

Clafoutis de Pêra


Ingredientes:
3 a 4 peras médias
2 colheres de sopa de farinha
4 colheres de sopa de açúcar
2 ovos
2,5 dl de leite
margarina
canela
açúcar em pó para polvilhar

1. Ligar o forno para os 250º.

2. Untar uma forma ou pirex com margarina.

3. Descascar e cortar as pêras em fatias. Espalhar as fatias no fundo da forma.

4. Misturar a farinha com os ovos, o leite e um pouco de canela a gosto. Mexer com uma vara de arames até a massa estar lisa.

5. Deitar o preparado sobre as peras. Levar ao forno cerca de 10 minutos.

6. Polvilhar com açúcar em pó e servir frio ou morno.


Esta sobremesa ficou muito agradável.


Nota: Nesta sobremesa a temperatura e o tempo de cozedura são os indicados na receita do folheto promocional do Pingo Doce de Agosto de 2000.

Vamos às contas:
Os preços referidos são os do Continente.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Entrecosto no forno acompanhado de maçãs com queijo da ilha

O mês de Julho está a passar devagar. Apesar de o ritmo de trabalho não ter abrandado, já começo a pensar nas férias.

Quando vou de férias não gosto de deixar comida no frigorífico nem no congelador. O ideal para mim seria deixar o frigorífico desligado, mas nunca consigo. Ultimamente nos meus cozinhados procuro usar o que tenho cá em casa, foi o caso deste entrecosto.

A receita encontrei-a nos folhetos promocionais do Pingo Doce.


Ingredientes:
1 kg de entrecosto cortado em tiras
3 maçãs reineta
5og de queijo da ilha
3 dentes de alho
2 cebolas
0,5 dl de azeite
1 dl de vinho branco + um pouco para as maçãs
colorau
alecrim
2 folhas de louro
pimenta de moinho
sal

1. Temperar o entrecosto com sal, pimenta e colorau.

2. Num pirex, fazer uma cama com a cebola, os dentes de alho, o azeite, o vinho branco, o louro, o alecrim e, por fim o entrecosto. Levar ao forno a assar. Vigiar o assado e sensivelmente a meio virar o entrecosto.

3. Depois de entrecosto assado, retirar as ervas e triturar o molho. Reservar.

4. Cortar as maçãs ao meio e retirar-lhes o caroço. Temperar com um pouco de vinho branco, sal e pimenta a gosto. Levar ao forno a assar.

5. A meio da cozedura polvilhar com o queijo ralado e, deixar no forno até derreter e alourar ligeiramente.

6. Servir o entrecosto com as maçãs e o molho.


Terça-feira, Julho 07, 2009

Salada de grão com queijo feta e tomate

Um destes dias resolvi fazer para o jantar uma salada. Estava uma noite quente, apetecia algo fresco e agradável.

Numa saladeira coloquei uma lata de grão cozido, previamente escorrido, um tomate cortado em cubos, 1/2 pepino cortado em pequenos pedaços, uma cebola picada, alface, queijo feta cortado em cubos e salsa picada.

Temperei com pimenta, vinagre e azeite.

Neste tipo de saladas já deixei de colocar sal. No início custa um pouco a habituarmo-nos, o paladar pede sal, mas depois conseguimos. De referir que o abandono de sal neste tipo de saladas foi gradual.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Salada de figos frescos grelhados com queijo feta e nozes

Para o jantar de ontem resolvi fazer uma salada e utilizar os últimos figos frescos da embalagem que comprei na terça-feira. Eu adoro figos, especialmente quando estão madurinhos quase a rebentar de doce.


Ingredientes:
Figos lampos
Alface
Queijo feta
Tomate
Cebola roxa
Nozes picadas grosseiramente

Molho:
Azeite
Vinagre Balsâmico
Condimento de mostarda
Sal e pimenta

Coloquei num prato de servir alface, um tomate cortado em meias luas e 1/4 de uma cebola roxa pequena também cortada em meias luas.

Cortei dois figos lampos ao meio e levei a grelhar primeiro do lado do corte e depois do outro.

Coloquei os figos juntamente com a alface, tomate e cebola. Polvilhei com queijo feta esmigalhado e nozes picadas grosseiramente.

Servi com um molho que fiz muito facilmente e que encontrei aqui. Coloquei um pouco de azeite numa taça, juntei vinagre balsâmico, condimento de mostarda, sal e pimenta a gosto. Com a ajuda de um garfo mexi o preparado até o molho engrossar.

Os figos são as estrelas desta salada e ficam uma delícia. O facto de serem grelhados torna-os ainda mais especiais, pois ficam ligeiramente caramelizados, o que faz toda a diferença em termos de sabor.

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Tostas de presunto, queijo provolone e figos frescos

Um destes dias trouxe do Pingo Doce uma receita de tosta de manchego com figos frescos. A foto que documenta a receita deixou-me com água na boca, o pão, o queijo e os pedaços de figo têm um aspecto divinal, irresistível, tentador. Pensei logo que a teria, mais cedo ou mais tarde, que colocar em prática.

Na passada terça-feira passei pelo referido supermercado para comprar umas coisas de última hora e trouxe também uma embalagem de figos que me piscou o olho e, como estavam tão bonitos e apetitosos acabei por não resistir.

Chegada a casa percebi que não tinha alguns ingredientes pedidos na receita, mas isso não se revelou um problema. Usei o que tinha disponível.

Ingredientes:
1 fatia de pão por pessoa
presunto fatiado
queijo fatiado
figos
nozes
hortelã

Coloquei, por fatia de pão, duas fatias finas de presunto (usei presunto da Floresta Negra que comprei no Lidl), queijo provolone piccante que trouxe da minha viagem a Bolonha, fatias de figo fresco e por fim meia noz picada grosseiramente. Levei à torradeira. Como eu tenho uma torradeira "industrial" daquelas que costumamos encontrar nas pastelarias é fácil colocar a tosta lá, para quem não tem poderá utilizar o forno do fogão.

Antes de servir, polvilhar a tosta com hortelã picada.

Estas tostas têm sido a minha perdição. São óptimas. Foram o meu lanche na terça-feira e ontem. Hoje, já não posso voltar a fazer o mesmo para bem do controlo de calorias.

Terça-feira, Junho 30, 2009

Fim-de-semana com sabor a férias

No passado fim-de-semana fui para o Algarve. Saímos, o Ricardo e eu, de Lisboa na sexta à noite e fomos para Santa Luzia, uma antiga aldeia de pescadores, junto a Tavira. Este fim-de-semana especial serviu para comemorar o aniversário do Ricardo de uma maneira diferente. Em Santa Luzia tínhamos os meus sogros à nossa espera. A tia Dulce chegou ao final da tarde e passou o fim-de-semana também connosco.

O dia de sábado começou solarengo e bem disposto. Deu para estar uma boa parte da manhã na praia do Barril, apanhar um pouco de sol, desfrutar de uns bons mergulhos na água que teimava em estar um pouco fria e tomar um sumo de laranja fresquinho na esplanada, que é ponto obrigatório de paragem sempre que vamos a esta praia.

Para o almoço ajantarado de aniversário, os meus sogros prepararam amêijoas à Bulhão Pato. As amêijoas ali são sempre uma maravilha. Frescas. Deliciosas. Como nestas alturas não se pensa em dietas, não dispensámos o pão para molhar no molho.

As amêijoas fazem parte da comida que associo às férias. Sempre que vamos a Santa Luzia, no Verão, temos as amêijoas, o peixe grelhado, bifes de atum na frigideira com alho e salada de polvo. Já é tradição. E como a tradição ainda é o que era, neste almoço não faltou o peixe grelhado.

Para grelhar escolhemos Ferreiras que foram a assar na brasa, como já é hábito nos nossos grelhados, com as escamas, assim o peixe não fica colado à grelha e foram temperadas de sal apenas nas guelras.

O bolo de aniversário foi um bolo de amêndoa com gila e decorado com fios de ovos, comprado num pasteleiro, em Tavira, de quem somos clientes há já uns anos.


À noite fomos passear por Tavira. Tomámos café numa esplanada do antigo mercado junto ao rio Gilão, passámos por um bailarico no jardim perto da Câmara Municipal, andámos pela ponte romana, que é um dos ex-libris da cidade, contemplámos o rio e os homem-estátua que nesta altura do ano animam o centro da cidade.

Domingo chegou enublado e ventoso. Ao longo da manhã o sol foi aparecendo, mas o vento não convidava a ir para a praia. Passámos o final da manhã numa esplanada junto ao largo da Igreja, em Santa Luzia, até que a tia Dulce nos desafiou a ir almoçar ao Américo, o rei do peixe assado, um restaurante de rodízio de peixe à saída de Olhão. Rodízio de peixe parecia uma boa ideia e lá fomos.

Assim que chegámos fiquei surpreendida com a quantidade de carros estacionados. Quando entrei deparei-me com um restaurante com duas salas, de uma delas consegue-se ver os grelhadores de peixe e com muita gente sentada e aguardar lugar. As mesas do restaurante são corridas e não há luxos aparentes. O serviço está dividido entre as empregadas que põem e levantam as mesas, e servem as sobremesas e, um empregado que serve uma sala inteira de peixe grelhado. Com duas travessas cheias de peixe, uma em cada mão percorre as mesas e incentiva as pessoas a tirar: sardinhas, carapaus, besugos, douradas, salmão, chopa, etc.

Depois deste almoço de bom peixe grelhado rumámos até Santa Luzia. A tarde foi de preguiça, mas ainda deu para acabar um romance que tinha decidido ler no fim-de-semana.

Antes de dizermos adeus a este fim-de-semana com sabor a férias, ainda tivemos direito a uma saladinha de polvo e a um passeio pela marginal. Olhar a ria, ver os barcos, o céu, a lua ....

Sexta-feira, Junho 26, 2009

4 por 6: Espinafres gratinados e Mousse de chocolate


Esta semana para o menu do projecto 4 por 6 proponho: Espinafres gratinados e Mousse de chocolate.

Espinafres gratinados


Ingredientes:
1,050 kg de espinafres
4 dl de natas
4 colheres de sopa de azeite
3 a 4 dentes de alho
4 gemas
80 g de queijo mozzarella ralado
20 g de queijo parmesão ralado
sal e pimenta q.b.

1. Saltear, no azeite, os espinafres e os dentes de alho picados.

2. Acrescentar 2 dl de natas. Temperar com sal e pimenta a gosto. Deixar cozinhar durante uns minutinhos.

3. Bater as restantes natas com as gemas.

4. Colocar os espinafres num recipiente de forno. Regar com a mistura de natas e gemas.

5. Polvilhar com os queijos mozzarella e parmesão.

6. Levar ao forno.

Servi o gratinado de espinafres com salada de tomate.



Esta receita encontrei-a no meu caderno de recortes de receitas que fui coleccionando ao longo do tempo e que ainda continuo a alimentar. Recordo-me que saiu há já uns bons anos na revista do jornal Expresso. Sempre que abria o livro à procura de alguma ideia e, via esta receita e as imagens que a documentam, pensava para comigo que tinha mesmo muito bom aspecto e que deveria ser óptima, que mais cedo ou mais tarde tinha que a fazer. Mas o tempo foi passando e nunca a confeccionei, até ao dia de ontem.

Ontem, quando cheguei a casa vinha com a ideia de fazer, para este 4 por 6, soufflé de espinafres para prato principal e mousse de chocolate para sobremesa. A ideia desta ementa foi roubada ao restaurante XL, que durante a iniciativa Lisboa Restaurant Week serviu como prato principal Soufflé de espinafres e para sobremesa mousse de chocolate servida numa "caixa" de massa estaladiça. Como gostei muito, pensei em "roubar" a ideia. Ao procurar uma receita de soufflé de espinafres volto a abrir o livrinho de recortes e a receita de espinafres gratinados no forno volta a chamar-me a atenção. Nem me procupei mais, a mudança de ideias já estava realizada. Em vez do soufflé teríamos gratinado.

O texto da receita da revista do Expresso, como já indiquei, faz referência à cozinha do restaurante Al Forno e apresenta esta receita como exemplo de algumas propostas bem conseguidas do restaurante. Como as indicações de confecção não eram muito precisas, fiz a minha interpretação. Dobrei a receita e alterei as quantidades dos queijos. A receita original sugeria para 500 g de espinafres 40 g de queijo parmesão e 40 g de queijo mozzarella, mas para equilibrar os custos resolvi diminuir a quantidade de queijo parmesão e aumentar a quantidade de queijo mozzarella.

A receita original indica o uso de espinafres frescos. Aqui isso não foi possível, pois os espinafres congelados são muito mais em conta.

O resultado da minha receita nada tem a ver com as imagens que me despertaram a curiosidade no entanto, o resultado em termos de sabor foi muito agradável. Bom, melhor dizendo. ;)


Mousse de chocolate


Ingredientes:
6 ovos
125 g de acúcar
200 g de chocolate para culinária em barra
1 colher sopa de manteiga
1 colher de sopa de água
sal

1. Derreter o chocolate com a manteiga e a água em banho-maria.

2. Bater as gemas com o açúcar muito bem. Adicionar o chocolate derretido e mexer bem.

3. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal.

4. Juntar as claras ao preparado de chocolate e envolver cuidadosamente.

5. Distribuir o preparado por taças e levar ao frigorífico pelo menos duas horas antes de servir.

A receita da mousse de chocolate é da revista Eu Cozinho, nº 2, Abril de 2009. À receita original acrescentei a colher de sopa de água e substitui a margarina por manteiga.


Esta mousse fica maravilhosa.


Vamos então às contas:


Aconselho, como dica de poupança, fazer o reaproveitamento das claras que sobram depois da confecção de alguma receita que exija o uso de mais gemas do que de claras ou, como foi o caso da receita de espinafres, que não seja de todo necessário o uso das claras. Quando são poucas claras, costumo guardar numa caixa e congelar, nem me preocupo em encontrar uma receita para as usar. Depois podem ser reaproveitadas em pratos como, por exemplo, bacalhau à Brás ou numa omeleta. Depois de congeladas não servem para bater em castelo. Aprendi esta dica com a minha sogra.

Terça-feira, Junho 23, 2009

Berbigão à moda do meu pai

Tenho andado numa correria e com alguns trabalhos com data de fecho que coincidem com o final desta semana, o que me tem deixado pouco tempo para cozinhar. Sábado fui pela primeira vez à praia, este ano, para ver se apanho um pouco de sol e me vejo livre desta cor de branquela. À noite participei na corrida na marginal. 8 km desde a Praia de Santo Amaro até à curva do Mónaco e voltar. Há quem diga que falo mais do que corro. :)

O domingo fui passá-lo com os meus pais. A rotina de sempre. Uma ida ao café, visitar as hortas e durante a tarde quente, muito quente, espreguiçar um pouco no sofá pois, nestes dias é de doidos andar ao sol. Mas neste domingo o meu pai, ao final da tarde, convidou-nos, ao Ricardo e a mim, para um petisco que ele iria confeccionar. Era surpresa. "Vamos, vê lá se adivinhas o que será?" - pergunta-me o meu pai. Reconhecendo que seria difícil adivinhar sem qualquer pista, tive que me render às evidências e dizer que não sabia. Mas assim que entrei na cozinha e senti o cheiro a mar, percebi imediatamente que o nosso petisco seria berbigão.

Encontrei um alguidar enorme cheio de pequenas conchas com a sua forma inconfundível dentro de água. Segundo o meu pai, o berbigão ia ser arranjado de uma maneira muito fácil. Fiquei logo com as antenas da curiosidade ligadas. Lembro-me que quando era miúda os meus pais chegaram a apanhar quilos de berbigão na Foz do Arelho. Tenho uma ideia que os arranjavam numa espécie de refogado com cebola, mas é mesmo isso, uma ideia muito vaga. No entanto, guardo na memória o prazer que na altura sentia quando nos deliciávamos com tão bom petisco.

Depois de provar e de ouvir a receita, tenho que concordar que é muito fácil. Basta colocar numa panela alguns dentes de alho esborrachados, dois cubos de caldo tipo Knorr (para 3 kg), uma malagueta, o berbigão e um bom ramo de coentros. Levar ao lume e ir "sacudindo" a panela para que todo o berbigão apanhe calor e abra. Não é preciso colocar sal nem azeite. É só mesmo assim. Rápido e muito simples.

O berbigão foi servido com pão para ensopar no molhinho e umas cervejinhas bem frescas. Que bela tarde de domingo!

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Penne com espinafres e bacalhau

Um destes dias cheguei a casa e ao pensar o que iria fazer para o jantar, confesso que não me surgiram grandes ideias. Abri o congelador e saltaram-me à vista duas postas de bacalhau. Como já não comia bacalhau há algum tempo, retirei as postas.

Mas o que fazer com o bacalhau? Cozido? Não apetecia. Assado no forno? Estava muito calor. Uma lasanha? Sim, parecia ser uma boa ideia. Apesar de achar que me ia dar um pouco mais de trabalho do que eu estava disposta a ter nesse dia, mas lá comecei a fazer o refogado. Mas foi só mesmo isso. A meio mudei de ideias e resolvi fazer uma massa com espinafres e bacalhau.

Ingredientes:
1 cebola
2 dentes de alho
1/2 pimento vermelho
azeite
400 g de espinafres picados (usei congelados)
sal
pimenta
2 postas de bacalhau demolhadas
250 g de massa penne ou macarrão riscado
um raminho de salsa picada

Comecei por refogar uma cebola e os dentes de alho picados em azeite. De seguida juntei meio pimento vermelho cortado em pequenos cubos e deixei refogar mais um pouco.

Cozi o bacalhau. Aproveitei a água de cozedura do bacalhau para cozer a massa.

Adicionei ao refogado os espinafres picados e deixei cozinhar. Entretanto limpei as postas de bacalhau de peles e espinhas e, adicionei ao refogado.

Depois da massa cozida, escorri e juntei ao conteúdo do tacho. Envolvi bem. Polvilhei com um raminho de salsa picada e seguiu para a mesa.

Esta massa soube muito bem. Cá em casa ficámos com vontade de repetir.

Terça-feira, Junho 16, 2009

Salada de legumes grelhados com queijo mozzarella e azeite de coentros

Durante o evento Lisboa Restaurant Week comi, num dos restaurantes que aderiram à iniciativa, uma salada de legumes grelhados com queijo mozzarella. Achei a salada muito agradável e até fácil de confeccionar. Fiquei logo com vontade de a tentar recriar.

No sábado depois de uma ida ao supermercado e sem grande vontade para estar muito tempo na cozinha, a solução encontrada para o almoço foi esta salada.


Ingredientes:
1 beringela
1 courgette
2 queijos mozzarella frescos
azeite
coentros frescos
vinagre balsâmico
alface
rucúla selvagem

1. Grelhar a beringela e a courgette, previamente cortadas às rodelas.

2. Preparar o azeite de coentros: num recipiente colocar azeite e um raminho de coentros frescos picados. Com a ajuda da varinha mágica triturá-los.

3. Cortar o queijo mozzarella às rodelas.

4. Servir o queijo com os legumes, salada de alface e rúcula. Regar com o azeite de coentros e vinagre balsâmico.


Como já é meu hábito, neste tipo de pratos não uso sal e como tal, não o coloquei nas indicações da receita.

O queijo mozzarella pode ser substituído por queijo fresco, que também combina muito bem.

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Bolo de Alperces

A minha amiga Ana Assis todos os anos me oferece um saco cheio de alperces. Os alperces são produzidos pela família e estão desde logo destinados à produção de sumo. A produção exige alguns requisitos como a proibição do uso de produtos químicos, o que é excelente.

Sinto-me sempre feliz quando recebo os alperces e encaro-os como especiais. Como tal, gosto de fazer uma receita especial para celebrar a oferta. Nos últimos anos fiz doce de alperces e Tarte de Requeijão com Alperces.


Ingredientes:
100 g de margarina
100 g de açúcar
2 ovos grandes
1 pitada de sal
raspa de um limão
200 g de farinha com fermento
750 g de alperces
35 g de amêndoas em falhas
2 colheres de sopa de açúcar para polvilhar
açúcar em pó
margarina para untar a forma
papel vegetal

1. Bater a margarina com o açúcar até obter um creme.

2. Adicionar os ovos, o sal, a raspa de limão e a farinha. Misture muito bem.

3. Untar uma forma sem buraco com margarina. Forrar com papel vegetal e voltar a untar com margarina.

4. Deitar a massa na forma.

5. Retirar os caroços e cortar os alperces em quatro.

6. Dispor os alperces sobre a massa, enconstando-os bem uns aos outros.

7. Espalhar por cima dos alperces a amêndoa e de seguida polvilhar com duas colheres de sopa de açúcar.

8. Levar ao forno a cozer.

9. Quando sair do forno polvilhar com açúcar em pó a gosto.

Na confecção do meu bolo esqueci-me de polvilhar com açúcar antes de ir ao forno. Quando provei a primeira fatia achei que o sabor estava demasiado ácido. Voltei a ler a receita original e lá percebi o meu erro. Resolvi a situação pincelando o bolo com mel e depois polvilhei com açúcar em pó. Diga-se que ficou muito, muito melhor.

P.S. Receita do Livro de Bolos e Bolinhos, Instituto Culinário da Margarina Vaqueiro, 1987.

Sábado, Junho 13, 2009

Abertura oficial dos grelhados no quintal

Esta semana foi curtinha. Uma semana com dois feriados. Na quarta-feira foi dia de Portugal e de Camões e na quinta-feira foi um feriado religioso. A mim sabe-me sempre bem estas semanas pequeninas, curtinhas.

Mas nos feriados não fui à praia, não saí de casa e não tive, infelizmente, fim-de-semana prolongado. Apesar disso, arranjo sempre maneira de fazer alguma coisa que foge à rotina. Nos feriados, cá em casa, aproveitámos e abrimos oficialmente a época de grelhados no nosso quintal. Finalmente conseguimos. Na quarta-feira ainda hesitámos pois o tempo estava incerto, mas durante a tarde o céu ficou limpo de nuvens e o sol pôde brilhar.

A ementa de quarta-feira foi sardinhas assadas. Nesta altura do ano com as festas por toda a cidade em honra de Santo António não poderia deixar de ser. Para a sardinhada convidámos os meus sogros e passámos uma fantástica tarde de quarta-feira à volta da mesa e de duas garrafas fresquinhas de vinho verde.

Na quinta-feira voltámos aos grelhados, agora só para o Ricardo e para mim. O peixe escolhido foi sargo.

Enchi a barriga dos sargos com uma mistura de ervas frescas (tomilho, coentros e salsa), temperei com sal e foi para a grelha.

Um dos truques que usamos quando grelhamos peixe é que não lhe tiramos as escamas. Vai para a grelha sem ser escamado.


Acompanhei os sargos grelhados com legumes cozidos e salada de alface, tomate e pepino.

Sexta-feira, Junho 12, 2009

4 por 6: Sardinhas assadas com legumes cozidos e salada e Folhados de nectarina e mel

Em véspera de dia de Santo António não tinha outra alternativa senão apresentar para o 4 por 6 uma proposta de sardinhas assadas. A sardinha assada é a rainha das festas que se fazem pelos bairros tradicionais da cidade de Lisboa nesta altura do ano.



Ingredientes:
1, 750 g de sardinhas (4 a 5 sardinhas por pessoa)
sal
600 g de batatas para cozer com pele
2 cenouras grandes
Alface
2 tomates
1/2 pepino
1 cebola
Azeite
Vinagre

1. Temperar as sardinhas com sal e levar a assar em brasa viva.

2. Cozer, as batatas com a pele e as cenouras descascadas e abertas em quatro, em água temperada com sal.

3. Cortar os tomates, o pepino, a cebola e a alface para uma taça. Temperar com sal, azeite e vinagre a gosto.

Servir as sardinhas assadas com os legumes cozidos e a salada de alface e tomate.

Para sobremesa apresento uma sugestão de massa folhada com fruta.

Folhados de nectarina e mel

Ingredientes:
115 g de massa folhada
1 nectarina grande
Mel para pincelar

1. Cortar a nectarina ao meio e depois em fatias finas.

2. Cortar a massa folhada em 4 rectângulos.

3. Distribuir as fatias de nectarina pelos rectângulos de massa folhada.

4. Levar ao forno. Quando a massa folhada estiver ligeiramente dourada, retirar.

5. Pincelar os folhados com mel.

O mel pode ser substituído por geleia de marmelo ou até mesmo açúcar em pó.

Vamos então às contas:
Os preços indicados das sardinhas, da nectarina e da massa folhada fresca são do Feira Nova, os restantes são do Continente. Todos os preços são referentes a 10.6.09.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Salmão no forno com alho, limão e estragão

Na terça-feira cheguei a casa e tinha pensado em fazer uma receita de salmão no forno que já tinha seleccionado. Mas como estava meio adoentada e ia jantar sozinha, acabei por fazer uma receita de improviso.

Coloquei quatro lombos de salmão num tabuleiro de forno. Temperei com sal, pimenta branca, sumo de um limão, três dentes de alho picados e um raminho de estragão fresco picado. Reguei com azeite e levei ao forno a assar.

Servi o salmão com massa esparguete cozida com ervilhas.

O salmão ficou muito saboroso. O estragão deu-lhe um toque especial.

Terça-feira, Junho 09, 2009

Brownie de chocolate e avelãs

No último Natal recebi de presente da Suzana um livro intitulado Exceptional Cakes de Dan Lepard & Richard Whittington. Por várias vezes o abri e me deliciei com as receitas e as fotos. No passado domingo resolvi passar da teoria à prática. O bolo escolhido a confeccionar foi um Brownie de chocolate e avelãs.
Escolhi este bolo por dois motivos. Um pelo aspecto apetitoso que a fotografia do livro mostrava e o outro, relacionado com questões práticas, foi para dar uso a duas tabletes de chocolate que trouxe de Itália.


Ingredientes:
120 g de manteiga sem sal
250 g de açúcar amarelo
2 ovos
1 gema
210 g de chocolate derretido em banho maria
4 colheres de sopa de café
1 colher de sopa de rum
165 g de farinha com fermento
uma pitada de sal
35 g de avelãs inteiras
açúcar em pó para polvilhar
manteiga e farinha para a forma

1. Bater a manteiga com o açúcar muito bem.

2. Adicionar os ovos um a um e, por fim, a gema, batendo muito bem entre cada adição.

3. Adicionar o chocolate derretido, o rum, o café. Mexer bem.

4. Adicionar a farinha e o sal. Mexer.

5. Colocar a massa num tabuleiro de forno untado com margarina e polvilhado de farinha. Colocar as avelãs na massa pressionado um pouco de modo a que as avelãs fiquem dentro da massa.

6. Levar ao forno a cozer durante 20 a 25 minutos a 180ºC ou picar com um palito o centro da massa para verificar a cozedura. O bolo estará cozido quando o palito sair seco.

A indicação da temperatura e o tempo de cozedura são os referidos no livro. Cá em casa o meu forno não me permite controlar de forma eficaz a temperatura e como tal, tenho sempre algumas dificuldades em referir e indicar tempos e temperaturas. No entanto, aconselho a não deixar cozer demais o brownie. Este bolo é bom ligeiramente húmido. Demasiado cozido fica seco.

Fiz o bolo directamente num tabuleiro mas é mais fácil para desenformar se forrarem a forma com papel vegetal.


O bolo ficou uma delícia. Daquelas delícias que se comem mesmo sem vontade, só pelo prazer de saborear. Foi servido como sobremesa no almoço de domingo com os meus sogros.

Domingo, Junho 07, 2009

Flores, frutos e legumes

Quando vou a Santarém é quase certo ir espreitar as hortas e as árvores de fruto. Começo pelo quintal dos meus pais. Gosto de ver o que semearam, o que está a crescer e o que já está a dar fruto. Depois aventuro-me pelos quintais de dois vizinhos mesmo ali ao lado. Quando vejo alguma coisa que acho interessante, perco a vergonha e chego mesmo a entrar.

O Ricardo também me costuma acompanhar nestas aventuras. Fotografamos tudo o que achamos bonito ou curioso. Os frutos. As flores. Os malmequeres. Os legumes a crescer. Quem nos encontra até acha piada e ri-se.

Pêra.

Folha e um pequeno pepino.

Figos.

Nesta altura do ano encontrei pronto a colher feijão verde, cebolas, courgettes, alfaces e pêssegos. Não resisti aos encantos de uma nespereira. Comi uma mão cheia de nêsperas madurinhas, doces, que eu própria apanhei. Souberam tão bem!

As nêsperas são a única fruta que me recuso a comprar nos supermercados. Não gosto. Acho que não têm sabor. Houve alturas em que até cheguei a comprar, mas acabei sempre por me arrepender, por achar que a qualidade não justifica. A pele dura, muita água e nenhum sabor, na minha opinião.

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Carne de porco assada no forno com canela e alecrim

Tenho cozinhado muito pouco cá em casa, ultimamente. Apesar de se terem acabado as minhas saídas em trabalho e de aos fins-de-semana visitar os meus pais para dar algum apoio à minha mãe, a razão que me leva a cozinhar menos nestes dias é a iniciativa Lisboa Restaurant Week.

Esta iniciativa promove os chamados restaurantes de luxo com a particularidade de estarem a preço de saldo. Ou seja, uma refeição nalguns dos melhores restaurantes de Lisboa por 20 euros (19 euros + 1 euro para ajuda social) sem incluir as bebibas e cafés. A iniciativa decorreu de 21 a 30 de Maio mas, entretanto foi prolongada até 4 de Junho, o que me permitiu aceitar os convites dos meus amigos Sandra e Nuno e, assim encher a minha agenda de jantares gourmet.

A nossa participação na iniciativa começou no restaurante Spot São Luiz, passou pelo italiano Gemelli, Cop3, hoje irei à Casa da Comida, na quinta-feira ao XL e na sexta ao Suite - Food and Dance.

Os poucos cozinhados que tenho feito têm sido de carne. Ontem para o jantar fiz carne assada no forno inspirada numa receita tradicional da ilha da Madeira que encontrei no livro de Maria de Lourdes Modesto - A Cozinha Tradicional Portuguesa.

Num recipiente misturei uma pitada de sal, 2 piripiris secos picados, agulhas de alecrim seco, 3 cravinhos, pimenta acabada de moer e uma folha de louro partida. Com esta mistura esfreguei a carne e de seguida reguei-a com vinho branco. Adicionei à mistura um pau de canela. Deixei a marinar de um dia para o outro, entretanto virei e piquei a carne pelo menos duas vezes durante este período.

Num tabuleiro coloquei uma cebola e três cenouras cortadas às rodelas, uma cabeça de nabo e um chuchu cortados em cubos, azeitonas pretas às rodelas e dois tomates maduros sem peles nem sementes cortados aos pedaços. Coloquei a carne em cima desta cama de legumes, reguei com a marinada e, por fim, com azeite. Levei ao forno.

Acompanhei este jantar com uma cerveja bem fresquinha.

Terça-feira, Junho 02, 2009

Carne de vaca com tomate, vinho e ervilhas

Da minha última viagem a Itália trouxe um livro intitulado Step by Step How To Cook Italian. Um livro muito interessante sobre a cozinha italiana. Para além de receitas, apresenta vários dos produtos típicos da cozinha italiana, desde as ervas, queijos, enchidos, pasta, etc. As receitas estão documentadas com várias imagens para ajudar a entender o processo de confecção.

Deste livro houve uma receita que me deixou logo com água na boca. A receita mostra uma carne de vitela com um molho espesso e umas batatinhas novas a pedir que as comam. Como tinha cá em casa ervilhas frescas e batatas novas achei que estava na altura de experimentar a receita que me deixou a salivar.

Cortei 700 g de carne de vaca em cubos e temperei com sal. Misturei quatro colheres de sopa de farinha com um pouco de pimenta acabada de moer e as folhinhas de três hastes de tomilho Passei a carne na farinha. De seguida, coloquei 1 dl de azeite num tacho e levei ao lume. Assim que aqueceu, adicionei a carne e deixei fritar. Depois da carne frita, retirei-a do tacho e coloquei-a num recipiente de forno com tampa.

No tacho onde fritei a carne, adicionei uma cebola picada e com a colher de pau mexi de modo a limpar os sedimentos que ficaram presos. De seguida juntei 1,5 dl de vinho tinto, três tomates pequenos limpos de peles e sementes, três dentes de alho picados, um cubo de caldo de carne, 1 dl de polpa de tomate e 2 dl de água. Deixei cozinhar uns minutos em lume brando.

Reguei a carne com o molho de tomate e vinho tinto. Tampei a caçarola e levei ao forno. Entretanto descasquei um saco com ervilhas frescas que rendeu uns trezentos gramas. Abri o forno e juntei as ervilhas à carne. Deixei mais um pouco no forno e servi com batatas novas cozidas com a pele.

A carne ficou muito boa. Correspondeu às minhas expectativas, apesar de ter feito algumas alterações à receita original, e serviu de almoço num destes domingos em que fiquei em casa.

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Sopa de rucúla com esparguete e ervilhas

Ultimamente quando visito os meus pais tenho sido responsável por fazer uma sopa para o jantar, tal como costumava pedir à minha mãe, mas desde que ela partiu um pé e enquanto não recuperar está impossibilitada de o fazer.

Uma das sopas que fiz foi uma versão desta pois, como o Ricardo e eu tínhamos gostado muito, achámos que seria uma boa opção e não nos enganámos. Nesta versão acrescentei massa esparguete e ervilhas.


Ingredientes:
1 cebola grande
3 batatas médias
3 alhos-franceses (apenas a parte branca)
3 cabeças de nabo
3 L de água
sal
azeite
3 cenouras
folhas de rucúla
massa esparguete
ervilhas

1. Numa panela colocar a cebola, as batatas, os alhos franceses e as cabeças de nabo tudo cortado aos pedaços. Adicionar a água, temperar de sal e levar ao lume.

2. Depois dos legumes cozidos, triturar com a varinha mágica.

3. Levar novamente ao lume e quando levantar fervura adicionar as cenouras cortadas às rodelas, esparguete cortado, duas mãos cheias de ervilhas e folhas de rucúla. Regar com um fio de azeite e deixar acabar de cozinhar.

Depois de fazer a sopa em casa dos meus pais já a voltei a fazer cá em casa. Ontem, quando os visitei voltei a "inventar" outra, mas essa fica para outra ocasião.

Domingo, Maio 31, 2009

Do mercado até à mesa do 100 Maneiras a escrever com os sentidos

No sábado acordei cedo. Ou melhor acordei mais cedo do que é habitual acordar a um sábado. Normalmente, como quase toda a gente (penso eu!) aproveito os fins-de-semana para ficar um pouco mais na cama, recuperar o sono perdido de toda uma semana.

Este sábado acordei mais cedo para participar no curso Gastronomia: Escrever com os sentidos promovido pela Escrever Escrever e leccionado pela jornalista Mónica Franco. Este foi o terceiro curso que fiz na Escrever Escrever. O primeiro foi um curso de escrita de viagens e o segundo Gastronomia: na tela, no papel e na mesa, onde passei um maravilhoso serão e onde me senti muito bem, sentada à mesa, a falar sobre a cultura e a gastronomia japonesas através de filmes, romances e a degustar uma refeição característica do país do sol nascente.

O curso deste sábado começou com uma visita ao Mercado da Ribeira com o Chef Ljubomir Stanisic do restaurante 100 Maneiras. Assim que entrei no Mercado surpreendi-me com o espaço e com a luminosidade. Encontrei um mercado, aparentemente, sem muita azáfama, grandes corredores, num espaço encantador e cheio de luz. Do Mercado da Ribeira guardo o sabor a cacau quente, o cacau quente da Ribeira, que cheguei a ir beber depois de umas noitadas pelo Bairro Alto e 24 de Julho, nos meus tempos de estudante.

Ljubomir Stanisic depois de consultar a sua lista de compras distribuiu um saco por cada um dos participantes do curso. E assim apanhados de surpresa, ficámos com a responsabilidade e o privilégio de o ajudar a fazer as compras. O critério definido para a escolha dos produtos foi apenas um: a frescura. Pepinos, limões, alhos-franceses, cebolas roxas, courgettes, molhos de grelos, uma abóbora grande com gomos da cor da laranja, foram alguns dos produtos que tivemos que escolher para os nossos sacos, entre cheiros e toques. O cheiro que guardei desta experiência foi o do limão. Um limão maduro, pintado de amarelo vivo, cheira agradavelmente bem. Experimentem.

A nossa visita ao Mercado levou-nos ainda à zona do marisco e do peixe fresco, onde fomos apresentados a Rosa, Rosa Peixeira como é conhecida. Entre um sorriso luminoso e uma pele que dispensa o uso de cremes para se manter jovem, como ela própria referiu, Rosa contou-nos que se levanta por volta da 1h30 da manhã para fazer as compras na lota e conseguir regressar ao Mercado com peixe para a sua venda. Impressionou-me a energia da Rosa Peixeira, a rapidez com que escamava e esventrava os peixes era semelhante ao modo com que falava e tentava conquistar os clientes, assim sem papas na língua.

Depois das compras seguimos para o restaurante 100 Maneiras no Bairro Alto. Aqui começou uma breve festa de experiências para o nosso paladar. Entre a conversa e boa disposição que imperava no diálogo com o nosso anfitrião, provámos um original pão com chouriço servido em espeto de bambu, um tira gosto composto de sorbet de manjericão, lima e champanhe (delicioso) e uma sopa fria de tomate servida num pequeno copo de vidro colocado numa base de ardósia, que nos soube muito bem.

A conversa que tivemos com Ljubomir Stanisic, ao longo da nossa degustação, passou pelo conceito de cozinha de mercado que impera no restaurante 100 Maneiras e pelas suas fontes de inspiração. Foi notório nas palavras do chef a paixão pelo Bairro Alto e, como não poderia deixar de ser a vida do Bairro inspirou-o naquilo que faz. Uma dessas influências está bem presente num dos aperitivos que serve. Um estendal (inspirado nos estendais de roupa do bairro e na pala de Siza Vieira no Parque das Nações) com tripa de bacalhau seca frita em azeite a 205 graus. Outro aspecto curioso são os saleiros e pimenteiros que se encontram nas mesas. Assemelham-se às pedras da calçada portuguesa.

Ljubomir Stanisic referiu também que se inspira, para além da vida do bairro, em pequenas coisas do quotidiano como por exemplo o detergente para lavar as mãos de cor verde (produto que o inspirou para a criação do limpador de palato que provámos), a noite lisboeta, sexo, as padarias e o pão com chouriço, entre outras coisas.

Depois da conversa com o artista/artesão de sabores da cozinha do 100 Maneiras e com as bocas a salivar de apetite lá fomos nós almoçar. Por sugestão de um dos colegas, o Miguel, o local escolhido foi o restaurante Estrela da Bica.

O restaurante Estrela da Bica revelou-se, assim que entrámos, um local agradável e cuidado, a lembrar por alguns traços as tabernas de antigamente. As mesas de madeira, rústicas, sem toalhas, algumas delas antigas, a ementa escrita a giz em quadros de ardósia, uma estante com livros e um espaço com sofás, nitidamente a convidar para uma cerveja fresca numa tarde de calor tórrido.

Começámos o nosso almoço com umas entradinhas maravilhosas: Babaganoush (pasta de beringela) com pão torrado e Tiborna.

Para prato principal quase todos escolhemos lombo de porco com batatas assadas no forno, que se revelaram as vedetas do prato graças ao sabor picante que nos levavam a pedir para reforçar o copo de sangria fresca.

O Miguel escolheu a opção vegetariana, um prato muito bem apresentado.

Para sobremesa fomos surpreendidos com um bolo de espinafres e agrião e panacota de chocolate com molho de morangos.

Melhor ainda do que o almoço foi o convívio com todos os colegas de curso que conheci naquela manhã. Bem dispostos e divertidos. Escusado será dizer que o almoço foi feito de boa disposição e muitas gargalhadas.

Depois do almoço voltámos ao curso e aos trabalhos de escrita dirigidos pela nossa formadora. Escrevemos inspirados primeiro pelo cheiro das ervas aromáticas: os orégãos, o tomilho, o endro, o cerefólio e o manjericão e, depois pelo filme Ratatouille. Por fim, analisámos textos sobre crítica gastronómica. E sem darmos conta do tempo passar, a hora de acabar chegou. No fim, ficou a promessa de novos cursos e de novas experiências ligadas ao mundo dos sabores.

Sexta-feira, Maio 29, 2009

4 por 6: Piza de fiambre com cogumelos e piza dois queijos com tomate e azeitonas

Já há algum tempo que tinha pensado fazer para o projecto 4 por 6 uma proposta de refeição económica de piza. Entretanto, como estava envolvida cá em casa com as quintas-feiras de piza, a ideia foi sendo colocada de parte até à semana passada em que resolvi executá-la.

A massa para a piza foi feita na máquina do pão, tal como já é habitual. O molho de tomate seguiu as mesmas indicações.

Piza de Fiambre com Cogumelos

Numa piza coloquei molho de tomate, fiambre cortado em tiras e uma lata de cogumelos laminados. Polvilhei com queijo mozzarella ralado e seguiu para o forno.

Piza dois queijos com tomate e azeitonas

Na segunda piza coloquei molho de tomate, azeitonas pretas cortadas às rodelas, um queijo mozzarella cortado em cubos, fatias de cebola branca, um tomate cortado em cubos, queijo mozzarella ralado e orégãos secos.

Para terminar a refeição proponho um café Nespresso.

Vamos então às contas:


Quarta-feira, Maio 27, 2009

Salada de laranja sanguínea com rucúla, beterraba e queijo feta

Chegou, finalmente, o tempo quente. Apetece ir à praia, comer gelados, andar de chinelos, dormir a sesta, comer fruta fresca e saladas.

Quando regressei de uma das minhas viagens por cá resolvi fazer uma salada. Como ainda tinha duas laranjas sanguíneas que tinha trazido de Itália no frigorífico, resolvi dar-lhe um destino interessante.


Cortei uma beterraba cozida em fatias finas e dividi por dois pratos. De seguida adicionei rucúla, alface, queijo feta cortado em cubos, nozes partidas grosseiramente, gomos de laranja, fatias de cebola branca e cebolinho picado. Temperei com sal, pimenta e azeite.


Esta combinação resultou muito bem.

Infelizmente acabaram-se as laranjas sanguíneas!

Terça-feira, Maio 26, 2009

Peras, perais e Peral

Regressei, hoje, de uma breve viagem à aldeia da Sobrena, freguesia de Peral junto à vila do Cadaval, conhecida pela capital da Pêra Rocha. Fiz esta viagem por motivos profissionais, mas não pude deixar de admirar os extensos perais que ali encontrei ou, não estivéssemos nós na famosa região produtora de Pêra Rocha . Para além dos perais deixei-me seduzir pelas hortas das gentes daquela aldeia.




O que me chamou a atenção nestas couves foi o tamanho. São enormes!

Os pêssegos e os alperces simplesmente tentadores ...

Flor das amoras silvestres.

Na aldeia quase todas as casas, junto à estrada principal, têm jardins cheios de flores, mas as rosas ali são rainhas. Lindas. Lindas. Enchem o chão de pétalas.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

Casa do Chocolate

No passado domingo a minha cunhada Cristina, depois do almoço de aniversário do nosso primo André, convidou-nos, ao Ricardo e a mim, a visitar uma loja no centro comercial Dolce Vita Tejo.

E assim foi. Depois de almoço lá seguimos viagem até ao referido centro. Quando chegámos deparámo-nos com a loja fechada. No entanto, resolvemos dar uma volta e espreitar outras lojas. Quando já estávamos decididos a sair, eis que encontramos a Casa do Chocolate. Nem sequer houve discussão. Entrámos e sentámo-nos decididos a provar algumas das especialidades ou não fôssemos todos nós fãs de chocolate.

A Casa do Chocolate é uma loja da fábrica Arcádia, nascida no Porto em 1933.

O Ricardo pediu um chocolate quente com baunilha e eu uma tosta de chocolate. Uma delícia.

Gostei do conceito. Para além de várias delícias de chocolate (crepes, tostas, chocolate quente, etc) servem chás e uma grande variedade de chocolates da referida marca portuense, num ambiente confortável e acolhedor. Pena que não haja uma destas lojas aqui no centro da cidade de Lisboa.

Domingo, Maio 24, 2009

Aniversário do André ...

O André é um primo que vive na ilha da Madeira e este ano veio ao "contenente" uns dias que coincidiram com a data do seu aniversário. No domingo passado festejámos esta data especial com um almoço no restaurante Solar do Louro.

Antes de nos sentarmos à mesa, entre os devidos cumprimentos e alguma conversa, fomos petiscando pastéis de bacalhau e rissóis. A acompanhar vinho Moscatel.

O almoço começou com uma sopa de legumes.

De seguida foi servido Bacalhau no forno com Espinafres.

Depois do prato de peixe, seguiu-se Arroz de Pato. A refeição foi acompanhada com vinho regional alentejano Penedo Gordo.

Para sobremesa foi servido semi-frio de natas com chocolate quente e, claro, como é tradição também houve bolo de aniversário.

Como sempre gosto destes almoços em que se reúne a família, onde temos tempo para conversar e reavivar os laços.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

Tostas de queijo Tomino Piemontese

Tenho andado, ultimamente, um pouco atarefada. Durante este mês de Maio tenho viajado quase todas as semanas. Duas idas a Aveiro, Tocha e Coimbra e para a semana irei para a zona do Cadaval. Entre visitas à família e outros compromissos, a minha cozinha tem estado a meio gás. Tenho cozinhado essencialmente saladas ou pratos rápidos.

Um destes dias quis dar destino a dois pequenos queijo redondos designados de queijo Tomino Piemontese, que trouxe de Bolonha e resolvi fazer uma receita rápida.

Em quatro fatias de pão de centeio da Serra da Estrela coloquei rodelas de tomate e queijo Tomino Piemontese. Coloquei uns minutos na torradeira (cá em casa tenho uma torradeira como as que encontramos nos cafés, em alternativa aconselho a usar o forno do fogão). Deixei apenas uns minutos pois o queijo derreteu muito rápido.


Assim que retirei da torradeira, reguei com um fio de azeite e polvilhei com pimenta preta de moinho.

Servi numa cama de rúcula, canónigos e rabanetes.


Quarta-feira, Maio 20, 2009

Impressões de viagem ...

Hoje voltei de mais uma pequena viagem. Andei por Aveiro, Tocha e Coimbra.


Comi pela primeira vez alheira vegetariana, foi no restaurante Serra da Estrela, em Aveiro.

Na Tocha visitei um pequeno mercado com legumes, frutas, produtos regionais e até uma loja com bacalhau, batatas e azeite.


Em Coimbra espreitei as ruas do centro histórico. Parei nas lojas de flores e achei piada que também vendem couves, tomateiros, alho-porro, tudo pronto a plantar. Olhei para as nêsperas e para as cerejas, frutas que ainda não provei este ano.

Na bagagem trouxe doces típicos da zona: Barrigas de Freira, Pastéis de Santa Clara mas com gila, Palmeiras, Pastéis de Lorvão, Nevadas e Arrufadas de Coimbra.

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Salada de batata com ovo e filetes de sardinha

Um destes dias cheguei a casa cansada depois de um dia de trabalho e pensei em fazer um jantar rápido. A melhor solução seria uma salada e assim fiz.

Numa panela com água e sal cozi dez batatas pequenas com pele e dois ovos. Depois de cozidos, descasquei os ovos e as batatas.

Dividi as batatas depois de cortadas ao meio por dois pratos. Cortei os ovos às rodelas e coloquei um em cada prato. Acrescentei tomates cereja cortados ao meio e azeitonas verdes recheadas com pimento. Por fim, em cada prato, espalhei uma lata de filetes de sardinha em azeite extra-virgem e azeitonas. Temperei com alho picado e vinagre.

Esta salada ficou muito agradável. O facto de as batatas usadas serem das novas, apanhadas da terra há poucos dias, fez a diferença pois, são muito mais saborosas. Por outro lado, gostei de experimentar os filetes de sardinha sem espinhas, tornam-se mais interessantes para as saladas do que as sardinhas enlatadas, na minha opinião.


Domingo, Maio 17, 2009

Sopa de rucúla

Na passada sexta-feira, para o jantar, resolvi fazer uma sopa. O objectivo era aproveitar um ramo de rucúla que tinha cá em casa.

Cortei aos pedaços, para dentro de uma panela, uma cebola grande, duas cabeças de nabo, uma batata e dois alhos-franceses sem a rama. Tapei de água. Temperei de sal e levei ao lume.

Depois dos legumes cozidos, com a varinha mágica reduzi-os a puré. Como não queria uma sopa muito espessa, acrescentei mais um pouco de água quente. Deixei levantar fervura e adicionei três cenouras pequenas cortadas às rodelas e uma pitada de pimenta de caiena. Deixei ferver um pouco. Reguei com um fio de azeite e adicionei um ramo de rucúla.

A sopa ficou muito saborosa.

Sexta-feira, Maio 15, 2009

4 por 6: Salada de lentilhas com ovo e queijo e morangos com chocolate branco e coco

Para a minha quinta participação no projecto 4 por 6 escolhi como proposta de menu o seguinte: Caldo de lentilhas perfumado com hortelã, Salada de lentilhas com ovo escalfado e queijo e, para sobremesa Morangos com chocolate branco e coco ralado.

A receita da salada de lentilhas encontrei-a na revista italiana Millericette In Cucina (2006) e a receita dos morangos foi publicada na revista BBC GoodFood de Setembro de 2006.

Salada de Lentilhas com ovo e queijo


Ingredientes:
300 g de lentilhas
1, 250 ml de água
100 g de queijo parmigiano reggiano
1 cebola
2 dentes de alho grandes
1 cenoura grande
1 folha de louro
sal e pimenta
0,5 dl de azeite
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
2 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
1 alho françês sem rama
4 ovos
2 L de água
cebolinho

1. Descascar e cortar em pedaços a cenoura e a cebola. Colocá-los dentro de uma panela juntamente com os dentes de alho, uma pitada de sal e água. Levar ao lume até as lentilhas estarem cozidas.

2. Depois das lentilhas cozidas, escorrer o caldo e retirar a cebola, a cenoura, o louro e o alho.

3. Colocar as lentilhas numa taça e adicionar-lhes o alho-françês cortado em rodelas finas. Mexer. Temperar com sal e pimenta a gosto e azeite.

4. Escalfar os ovos num tacho com sensivelmente 2 L de água e as duas colheres de sopa de vinagre.

5. Distribuir as lentilhas por quatro pratos. Colocar um ovo escalfado no centro e fatias finas de queijo parmigiano reggiano. Decorar com cebolinho picado e regar com vinagre balsâmico.



Esta salada é muito agradável. A combinação das lentilhas com o ovo, o alho-francês e o queijo resulta muito bem.


Em vez de guardar no congelador o caldo de cozedura das lentilhas para aproveitar um destes dias, mudei de ideias e fiz logo um caldo para iniciarmos a refeição. Como o dia estava chuvoso, achei que iria saber bem e não encarecia a minha proposta desta semana para o 4 por 6.

Caldo de lentilhas com hortelã


Do caldo de cozedura retirei alguns pedaços de cenoura e piquei-os muito fininhos. Entretanto, com a ajuda da varinha mágica triturei os restantes legumes do caldo.

Levei ao lume. Adicionei a cenoura picada e um fio de azeite. Deixei levantar fervura e retirei do fogão. Antes de servir acrescentei folhas de hortelã que apanhei no meu quintal.

Este caldo ficou uma delícia. Tão simples e tão saboroso.

Morangos com chocolate branco e coco ralado


Ingredientes:
400 g de morangos grandes
40 g de coco ralado
50 de chocolate branco para culinária

1. Derreter o chocolate branco com um pouco de manteiga ou margarina.

2. Lavar e cortar ao meio os morangos.

3. Mergulhar um pouco a ponta de cada morango no chocolate derretido.

4. Polvilhar um prato de servir com coco ralado.

5. Servir os morangos uns apenas com chocolate e outros virados ao contrário polvilhados com coco ralado.



Os morangos com o chocolate e o coco ralado ficam muito bons. No entanto, tive alguns problemas com o chocolate branco. Para ser mais rápido resolvi derreter o chocolate no microondas o que não se revelou uma boa opção. Não consegui que o chocolate ficasse líquido. Os morangos deveriam ser apenas mergulhados pela ponta no chocolate e não até meio como acabei por fazer.

Vamos então às contas:

Como dica de poupança aconselho aproveitar o caldo de cozedura de legumes, carne ou peixe e depois usar em sopas, molhos ou na confecção de outros pratos.