Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Lombo de porco assado com castanhas

Para além das folhas caídas no chão, um outro sinal de que estamos no Outono, em Lisboa, é o cheiro a castanhas assadas na rua. Adoro. Acho até um pouco romântico ver os vendedores de castanhas com os assadores e os cartuchos de papel, antigamente feitos com as folhas das páginas amarelas ou das listas telefónicas. O fumo dos assadores transforma a atmosfera envolvente e as castanhas quentinhas, assadas como só eles fazem, sabem tão bem, reconfortam a alma em dias frios e cinzentos.

Aproveitando que estamos em época de castanhas, resolvi fazer um prato de carne acompanhado com elas. O lombo de porco assado com castanhas que apresento hoje, foi inspirado nesta receita, à qual fiz diversas alterações.


Ingredientes:
1,300 kg de lombo de porco
sal
5 dentes de alho picados
1 colher de chá de pimenta da jamaica
1 colher de chá de pimenta preta em grão
4 cravinhos
1 colher de chá de sementes de anis verde
1 ramo de alecrim
1 ramo de tomilho
2 colheres de sopa de massa de pimentão
2 colheres de chá de pimentão doce
0,5 L de vinho branco
0,5 dl de água
10 cebolinhas para assar
1 kg de castanhas congeladas
2 colheres de sopa de banha
azeite


1. Temperar a carne com sal, o alho, as pimentas, cravinho, anis, pimentão doce, calda de pimentão, o alecrim e o tomilho. Regar com o vinho branco e deixar a marinar umas horas.

2. Colocar a carne e a marinada num tabuleiro de forno. Juntar as cebolinhas, adicionar a água, a banha e regar com um fio de azeite.

3. Levar ao forno a assar. A meio da assadura adicionar as castanhas.

4. Servir com salada de alface e tomate.

Como o meu forno não me permite controlar de forma eficaz a temperatura, refiro que na receita onde me inspirei o tempo de cozedura é sensivelmente 1h a 1h30, em forno pré-aquecido a 200 ºC.

Este prato fica muito saboroso, especialmente devido à mistura de especiarias com as ervas aromáticas.

P.S. A revista Gingko tem online um complemento ao artigo publicado na revista nº17 sobre o projecto 4 por 6.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Febras na frigideira com pimentos e cebola

Há dias em que chego a casa e a vontade de fazer pratos elaborados ou que exijam "receita" é muito pouca. Num desses dias deixei febras a descongelar para o jantar e, como estava num dia em que me apetecia ser criativa, resolvi improvisar.

Numa frigideira coloquei três dentes de alho picados, azeite e 1/4 de pimento vermelho e 1/4 de pimento verde cortados em tirinhas, que tinha guardado no congelador. Levei ao lume e deixei cozinhar um pouco. De seguida juntei as febras temperadas com uma folha de louro partida e sal. Na frigideira temperei ainda com pimenta verde em grão e uma malagueta. Acrescentei uma cebola cortada em meias luas, borrifei com um pouco de vinho branco e deixei acabar de cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando.

Servi com coentros picados e acompanhei com arroz branco e salada de alface e tomate.

Febras na frigideira com pimentos e cebola, um improviso que resultou muito bem.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Peras douradas com gelado, amêndoas e framboesas

Respondendo ao simpático desafio da Moira, hoje para o 2º aniversário da Tertúlia de Sabores preparei umas peras douradas. Para saberem mais pormenores sobre o evento visitem a Tertúlia.


Ingredientes:
3 peras Rocha
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de mel
Amêndoas laminadas torradas
Framboesas
Gelado de baunilha
Maple Syrup

1. Descascar as peras e cortar em metades.

2. Derreter a manteiga, numa frigideira antiaderente, e adicionar o mel.

3. Alourar as peras na mistura de manteiga e mel durante 10 minutos, em lume médio, rodando as peras para que fiquem douradas.

4. Servir as peras acompanhadas de framboesas e gelado de baunilha. Polvilhar com amêndoas laminadas torradas e por fim, regar com maple syrup.

Esta minha proposta foi inspirada numa receita publicada na revista Blue Cooking nº 35 de Janeiro de 2009.

Para a Moira e para a Tertúlia de Sabores, muitos parabéns e muitos anos de vida.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Esparguete com pimento vermelho assado, rúcula e camarões


Há dias em que gosto de cozinhar sem receita, apenas ao sabor da imaginação e dos ingredientes que tenho disponíveis.

Numa frigideira coloquei três dentes de alho picados e uma cebola cortada em meias luas. Reguei com um pouco de azeite e levei ao lume. Deixei amaciar a cebola e de seguida adicionei 200 g de miolo de camarão (usei congelado). Temperei com sal e pimenta. Juntei um pimento vermelho assado cortado em pedaçinhos. Deixei cozinhar um pouco. Antes de retirar do lume adicionei um ramo de folhas de manjericão cortadas.

Adicionei este preparado a massa esparguete acabada de cozer e previamente escorrida, juntamente com duas mãos cheias de rúcula selvagem. Por fim, adicionei lascas de queijo parmigiano-reggiano.

Uma delícia! Acompanhei este prato com sumo de laranja, feito com laranjas apanhadas no meu quintal.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Marmelos salteados

Em tempo de marmelos gosto de os aproveitar para fazer receitas salgadas. Este ano já os usei assados no forno com entrecosto e como sobremesa, que resultou muito bem.

Agora apresento uma sugestão, que encontrei o ano passado na revista Única, e que faço desde essa altura.


Ingredientes:
3 marmelos
margarina
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre de sidra
1 colher de sopa de mel

Cortei três marmelos em fatias, previamente limpos de sementes.

Coloquei um pouco de margarina numa frigideira antiaderente. Levei ao lume e assim que a margarina derreteu, juntei os marmelos. Deixei cozinhar um pouco.

De seguida adicionei 2 colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de vinagre de sidra e uma colher mal cheia de mel. Mexi de vez em quando e quando vi que os marmelos já estavam macios retirei do lume.

Estes marmelos salteados são um óptimo acompanhamento para pratos de carne.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

4 por 6: Creme de batata e alho-francês e Arroz de farinheira e couve

Hoje para o menu do 4 por 6 apresento um creme de batata e alho-francês e para prato principal um arroz de farinheira com couve lombarda.

A receita do creme foi inspirada na «Potage Parmentier» de Julia Child. Há uns tempos atrás li o livro Julie e Julia. No primeiro capítulo o modo como Julie fala desta sopa despertou-me a curiosidade: «primeiro descascam-se duas batatas cortam-se em bocados. Cortam-se alguns alhos-franceses, lavam-se bem para lhes tirar a terra - os alhos-franceses são pequenos aspiradores de lama. Atiram-se estes dois ingredientes para dentro de uma panela, juntamente com água e sal. Deixa-se cozer em lume brando durante quarenta e cinco minutos, mais ou menos, e depois, das duas uma: ou se «esmagam os vegetais na sopa com um garfo» ou passam-se num passevite (...) Depois de esmagados os ingredientes, basta misturar duas boas porções de manteiga e está feita. JC diz para polvilhar com salsa, mas não é necessário. Já fica suficientemente bonita assim e tem um cheiro maravilhoso, o que não deixa de ser estranho quando se pensa nisso. Aquilo não leva mais nada, a não ser alhos-franceses, batatas, manteiga, água, pimenta e sal.»

A simplicidade desta sopa agradou-me e resolvi confeccioná-la, mas à minha maneira.


Creme de batata e alho-francês

Ingredientes:
4 batatas
3 alhos-franceses (apenas a parte branca)
1 cebola
água
sal
azeite

1. Descascar as batatas e a cebola. Cortar em pedaços.

2. Lavar muito bem o alho francês. Cortar me pedaços.

3. Colocar os legumes numa panela. Tapar de água e temperar com sal a gosto. Levar ao lume a cozer.

4. Depois dos legumes cozidos, triturá-los com a ajuda da varinha mágica. Regar com um fio de azeite e deixar levantar fervura.


Como é sugerido, podem servir a sopa polvilhada de salsa ou coentros picados.

Arroz de farinheira e couve

A primeira vez que fiz arroz de farinheira, gostei. Quando vi a receita de risotto de farinheira e couve, promovido pela Caçarola na revista Blue Cooking nº 35 de Janeiro deste ano, marquei-a logo na minha lista de receitas a confeccionar.

As receitas são indicações, pontos de partida e como tal não segui a receita original passo a passo. Assim tem muito mais piada!

Fiz algumas alterações: - usei arroz carolino, acrescentei a cenoura, usei azeite em vez de manteiga, usei o caldo de escaldar a couve em vez de caldo de legumes e suprimi o queijo parmesão.


Ingredientes:
6 folhas de couve lombarda escaldadas
2 cebolas
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
1 dl de vinho branco
1 cenoura
1 farinheira cozida
320 g de arroz
1,2 L (aprox.) de água de escaldar as folhas de couve

1. Picar as cebolas e os dentes de alho para um tacho. Adicionar o azeite e levar ao lume, deixar refogar até a cebola estar quebrada. Adicionar a cenoura cortada em pequenos cubos.

2. Adicionar o arroz e mexer. De seguida adicionar o vinho branco e mexer também, sempre em lume brando.

3. Ir adicionando a pouco e pouco a água de escaldar a couve. A água deve estar quente.

4. Minutos antes de o arroz estar pronto, adicionar a couve cortada em pedaços e a farinheira sem pele, desfeita.

Este arroz fica muito bom. A couve dá-lhe textura.

Vamos então às contas:

A partir de hoje encontram à venda o nº 17 da revista Gingko com uma reportagem sobre o projecto 4 por 6, como já referi neste post.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Café Saudade em Sintra ...

No domingo de manhã fui até à vila de Sintra, ao Café Saudade. Foi aqui que a Rute marcou o encontro do À Volta das Letras, depois de lermos o famoso romance de Gustave Flaubert, Madame Bovary. Os encontros do clube de leitura À Volta das Letras têm normalmente a particularidade de serem à volta de uma mesa, num local agradável, ou para tomar o pequeno-almoço ou para jantar e, no meio lá vamos falando de livros, de leituras e de tudo um pouco.

Em relação ao Café Saudade, apenas tinha a indicação que ficava perto da estação de comboios. Assim que cheguei, foi uma surpresa. Encontrei um espaço bonito, cuidado, com muitos sinais de bom gosto e cheio de pormenores que o enchem de vida.

Está dividido por várias salas, a decoração é feita com produtos tradicionais portugueses e procuraram adaptar o espaço à traça original da casa, a antiga fábrica de queijadas Matilde, marca ainda existente num dos tectos.

O Café também tem mesas no espaço exterior.

A nossa mesa encheu-se de croissants, torradas, bolo de chocolate (muito bom, recomendo), pastéis de nata, meias de leite e cafés.

À tarde costumam ter scones. O Café Saudade também dinamiza actividades culturais.

Quando passarem por Sintra, aconselho uma visita a este espaço.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Lisboa Restaurant Week II edição - restaurantes Eleven e adLib


A ida ao restaurante Eleven, no âmbito da iniciativa Lisboa Restaurant Week, coincidiu com um sábado cheio de sol, o que nos permitiu desfrutar em pleno da excelente vista do restaurante sobre Lisboa e o rio Tejo. A vista e o espaço valorizam só por si o restaurante.

Começámos a nossa refeição com pãezinhos, uma taça de azeite e ceviche de tamboril com puré de cenoura e royal de foie gras com compota de alperce e pão de bacon. Depois seguiu-se uma sopa de bacalhau e ervilhas. Diferente. Um caldo que suponho que levou natas, com lascas de bacalhau e ervilhas. O prato principal foi bochecha de porco preto com dois purés, um de batata e outro de beterraba. A carne estava tenra, suculenta. O uso dos dois purés foi curioso, pois já no Alecrim às Flores nos serviram o prato principal com a combinação de dois purés.

A sobremesa servida foi tarte de maçã com flor de sal e gelado de caramelo. A acompanhar o café veio um prato com telhas de amêndoa, um doce de frutos silvestres, maravilhoso, e bolinhos de manteiga com pistácio.

O vinho escolhido foi Cortes de Cima, Syrah 2005.

A ida ao Eleven constituiu um momento especial, não é todos os dias que se vai a um dos mais conceituados restaurantes nacionais. A vista é magnífica e gostei do espaço entre as mesas, especialmente no primeiro piso. Em termos de comida apenas a sopa de bacalhau superou as minhas expectativas - que eram bastante elevadas - não podendo, no entanto, apontar o dedo a nada do que foi apresentado. Apesar disso, notei algumas falhas no serviço, o que num restaurante deste nível, na minha opinião, não podem acontecer.

No domingo para jantar o local escolhido foi o restaurante adLib, no Hotel Sofitel Lisboa, na Avenida da Liberdade. Assim que entrei gostei do espaço e da decoração. Transmite uma imagem elegante, moderna e intimista.

Aqui para entrada escolhemos maioritariamete uma salada crocante estilo asiática e apenas o Ricardo optou pelo tomate recheado com atum e alcaparras.

O prato principal foi Peito de Frango grelhado com leite de coco e erva limeira com arroz e caril, o Ricardo na escolha do prato principal voltou a ser diferente e optou pela Dourada salteada com puré de batata e alho com molho "vierge".

O vinho escolhido foi um tinto Terras de Grifo de 2007.

Para sobremesa escolhemos tarte de maçã, estilo tatin, com sorbet de chocolate branco e limão. A outra sobremesa escolhida foi um arroz doce com laranja e canela - tinha que ser, claro! O arroz doce era servido com uma bolacha de manteiga com canela e eu apesar de não ser grande apreciadora deste tipo de sobremesa, gostei bastante.

O adLib foi uma surpresa, revelou-se um dos melhores restaurantes que tive a possibilidade de visitar nesta iniciativa.

Esta II edição da Lisboa Restaurant Week foi uma excelente iniciativa que nos permitiu visitar oito restaurantes num curto espaço de tempo. Definitivamente, a repetir!

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Projecto 4 por 6 na revista Gingko ...

Na edição de Novembro da revista Gingko encontram uma reportagem sobre o projecto 4 por 6 da autoria da jornalista Cláudia Henriques. Depois de cada uma das envolvidas no projecto ter respondido às muitas perguntas da Cláudia, chegou o dia da sessão fotográfica realizada na cozinha da Marizé.

Num sábado, em meados do mês de Setembro, os nossos caminhos cruzaram-se num dia maravilhoso, com sol, em terras ribatejanas. Eu ia cheia de entusiasmo e, confesso, até algum nervosismo. Como alguém que eu conheço nunca quer pedir indicações ;), depois de algumas voltas, lá chegámos a casa da Marizé. Assim que cheguei, tive finalmente a oportunidade de conhecer ao vivo a doce Mariana. O grupo ficou quase completo com a chegada das sempre simpáticas Pipoka e Suzana. Infelizmente a estimada Elvira não pôde viajar desta vez da maravilhosa ilha Terceira até ao nosso encontro.

Após nos termos sentado à mesa, entre muitas conversas, sorrisos, gargalhadas e boa disposição, começámos a petiscar as coisas boas com que a Marizé simpaticamente nos presenteou. A conversa ficou ainda mais alegre, com o vinho tinto, Valtorto de 2006, que a Mariana trouxe da região do Douro. :) Fomo-nos assim deliciando durante o final da manhã e grande parte da tarde.

Aqui fica um breve registo, de algumas das fantásticas iguarias:



Tarte Souflé de atum, uma receita da Pipoka que fez furor na blogoesfera, apresentada aqui pela mão talentosa da Marizé.

Folhadinhos de salsicha com sementes de sésamo.


Tábua de queijos com especial destaque para o queijo de São Jorge, trazido dos Açores pela Pipoka.

Manteiga de ervas, pasta de azeitona preta e pasta de azeitona verde.

Ovas de sardinha, que provei pela primeira vez.

Patê.

As famosas caralhotas, pão típico de Almeirim.

Depois dos salgados, o nosso entusiasmo continuou com os doces. Eu não tive pesos de consciência com as calorias, provei de todos. Não fariam o mesmo?! ;)


Bolo de chocolate. Humm ... muito bom!

Tarte de maçã com amêndoa, muito agradável, feita pela Suzana.



Depois de nos deliciarmos com todas estas coisas boas, fomos gastar algumas das energias numa sessão fotográfica "profissional":

Esta experiência foi divertida. Ora ríamos, ora ficávamos com os olhos fechados, ora ríamos mais um pouco, ora uma de nós mexia-se, ora outra ajustava o cabelo, ora ainda outra colocava a língua de fora ... o fotógrafo ia perdendo a paciência! :) Ao vermos as fotos achámos que até não correu nada mal.

No final, ficou a sensação de um dia bem passado, divertido e que guardo de uma forma muito especial na minha memória. Para além disso, é óptimo ter amigas assim tão especiais.

Para conhecerem melhor as caras por detrás do projecto 4 por 6 consultem a revista Gingko Nº17, nas bancas a partir de sexta-feira dia 30 de Outubro.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Lisboa Restaurant Week II edição - restaurantes La Brus"K"etta e Kais


A visita ao restaurante La Brus"K"etta foi uma sugestão do Chef Guerrieri. No dia em que visitámos o Mezzaluna, em conversa com o Chef aconselhou-nos visitar este seu outro espaço.

Para este jantar, para além de nós os quatro (Sandra, Nuno, Ricardo e eu) tivemos a companhia da Suzana e do Pedro.

Começámos a petiscar bruschettas, a de morcela estava particularmente boa, e um bolo de esparguete, que se revelou diferente.

Para entrada escolhemos Courgette panada com molho de mel. Courgette cortada em palitos, a lembrar as batatas fritas, e acompanhada com mel. Saboroso.

A escolha do prato principal recaiu maioritariamente numa pizza Gourmet com lombo de bacalhau fresco, pesto de azeitona preta, cebola caramelizada, tomate marinado e lascas de queijo parmesão. Na minha opinião não poderíamos ter escolhido melhor. Quando retomarmos o projecto das pizas às quintas, vou tentar reproduzir a cobertura.

O vinho, foi uma sugestão da casa e recaiu num tinto, Pancas de 2005.

As sobremesas escolhidas foram sorbet de limão, pudim de banana e pêra cozida com chocolate quente. Óptimas e bem confeccionadas. No entanto achei que na sobremesa de pêra, o chocolate poderia estar um pouco mais quente. A temperatura faz a diferença.

O La Brus"K"etta aposta, tal como o Mezzaluna, na ligação de sabores italianos e portugueses com um resultado bem conseguido. Recomendo uma visita.


Na sexta-feira, dia 16, o restaurante escolhido para jantar foi o Kais. O restaurante é bonito e grandioso. Encontra-se dividido em dois espaços, numa das salas destaca-se a decoração com velas e aparenta um ambiente mais intimista e, na outra, com vista para o rio Tejo, revela um ambiente mais descontraído, com sofás, oliveiras - uma das paredes laterais está decorada com oliveiras - e água a cair, o que dá um efeito muito interessante e agradável. No serviço de mesa, nota-se a diferença destas duas zonas pelos copos.

A entrada foi Crême Brullet de foie gras com seus figos em confit. Não gostei. Os sabores eram demasiado fortes e sem contraste. Demasiado enjoativo, na minha opinião.

O prato pincipal foi Naco de Garoupa em suco de molúsculos do Mediterrâneo e espargos do mar. Muito bom. O peixe bem confeccionado, suculento. Foi um dos melhores pratos que comi nesta participação no Lisboa Restaurant Week. Para acompanhar a refeição escolhemos um vinho tinto, Fita Preta de 2007.

A sobremesa foi ananás caramelizado com crosta de coco com creme de rum com uvas. Muito bem conseguido.

O Kais é um restaurante interessante, muito grande, que diversifica a oferta para diferentes públicos num mesmo espaço e tem um ambiente agradável. No entanto, nesta visita considerei o serviço impessoal e muito ou melhor demasiado, demorado. Um bom restaurante não é só o resultado do espaço e da comida, um bom serviço é fundamental.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Arroz de lebre


Agora que finalmente chegou a chuva e o tempo dos agasalhos, começa a apetecer comida quente, a fumegar. Por isso proponho para hoje um arroz de lebre.

A receita encontrei-a na revista TeleCulinária, Março de 2007, Nº 1455, e foi uma proposta do restaurante Solar dos Nunes, em Lisboa.


Ingredientes:
1 lebre
260 g de arroz
1/2 chouriço de carne
2 cebolas
1 cabeça de alhos
0,5 dl de azeite
6 dl de vinho tinto
2 colheres de sopa de molho inglês
3 cravinhos
2 folhas de louro
sal


1. Temperar a lebre cortada em pedaços com os dentes de alho picados grosseiramente, as folhas de louro partidas, os cravinhos, 5 dl de vinho tinto e sal. Misturar bem e deixar a marinar de um dia para o outro.

2. Refogar as cebolas picadas no azeite. Juntar o chouriço cortado às rodelas finas e deixar refogar um pouco.

3. De seguida, adicionar o restante vinho e quando levantar fervura juntar a lebre com toda a marinada. Deixar estufar em lume brando durante 45 minutos. Se for necessário acrecentar água um pouco mais de vinho.

4. A meio da cozedura juntar o molho inglês.

5. Quando a lebre estiver cozida, adicionar água quente e o arroz. Deixar cozinhar.

6. Apagar o lume assim que o arroz esteja cozido. Servir de imediato.


A carne de lebre é já por si, uma carne escura e a marinada de vinho tinto ainda acentua mais a tonalidade da carne.

Para a confecção deste arroz segui as indicações da receita sem fazer alterações. Ficou muito saboroso.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Lisboa Restaurant Week II edição - restaurantes Clara-Jardim e Sofisticato


A minha ida ao restaurante Clara-Jardim, no âmbito da iniciativa Lisboa Restaurant Week, foi numa segunda-feira ao jantar, numa destas noites quentes de princípio de Outono, mas a lembrar o Verão. Assim que entrei no restaurante, lembrei-me logo da Casa da Comida, pelo requinte, pela decoração e pelo jardim.

Depois de nos sentarmos à mesa foi-nos servido um vinho rosé, fresco, leve, Defesa, da Herdade do Esporão que nos acompanhou no couvert. Para entrada, o Ricardo, a Sandra e o Nuno, escolheram Papaia recheada com gambas e eu, para ser diferente, optei pelos cogumelos salteados com alho e coentros, que souberam muito bem. Para prato principal veio para a mesa Polvo à lagareiro e Pato assado com redução de laranja e grelos salteados. A comida estava bem servida, nota-se que a linha do restaurante é a comida portuguesa bem confeccionada, acompanhada de um serviço a que já não estamos habituados. O vinho escolhido foi um alentejano do Alqueva, Mestre Franco, sugerido pelo Sr. Paiva, responsável pela carta de vinhos.

As sobremesas foram escolhidas de um carrinho com várias opções: torta de laranja, bolo de chocolate, tarde de maçã, bolo de bolacha, entre outras. Adorei o bolo de bolacha, que não se compara em nada aos que encontramos por aí.

Clara-Jardim é um restaurante clássico, com um excelente serviço e com comida tradicional muito bem confeccionada, sem pretenções de sofisticação ao nível da combinação de sabores. É um restaurante onde se come bem.


Na quarta-feira, o restaurante escolhido para jantar foi o italiano Sofisticato, com cozinha do chef Alessio Carrer. Assim que chegámos, fomos conduzidos até à nossa mesa ao fundo do restaurante num pátio com telhado de vidro. A decoração é jovem, moderna, com bom gosto e que procura criar um ambiente sofisticado, elegante. O restaurante estava cheio.

Começámos a petiscar quadrados de foccacia servidos com azeite e vinagre balsâmico. A refeição comecou com duas entradas, que entre os quatro tivemos oportunidade de provar: Lasanha de beringela com fino molho de tomate, lascas de ovo e queijo parmesão, que estava muito boa e Figo fresco salteado em manteiga, envolto em prosciutto di Parma, servido com queijo dello Chef.

Para prato principal as escolhas do Ricardo, Sandra e Nuno recairam no Contra-fillet de Angus da Argentina braseado, acompanhado de Risotto all Barolo e eu optei pelo Robalo Al Forno em azeite Cristal, servido num delicado molho de Tomate, Alcaparras, azeitonas e salsa, servido com polenta frita. Na minha opinião, o prato de robalo estava mais bem conseguido, especialmente pelo molho.

O vinho escolhido foi um tinto da região da Toscana, Tosco de 2006, que se revelou bastante agradável.

A escolha da sobremesa foi consensual: Soufflé de chocolate Valrhona, que estava muito bom. Depois do café, foi-nos oferecido um Tango Italiano, que é uma bebida feita com limoncello e Tia Maria, muito agradável.

Fazendo um balanço da visita ao Sofisticato, considero que o serviço foi excessivamente demorado, apesar do esforço notório de alguns empregados. A falta de espaço disponível na mesa onde jantámos também não ajudou.

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

4 por 6: Frango no forno com limão e quartos de marmelos assados com laranja e canela


Nesta participação no projecto 4 por 6 convido-vos a saborear Frango no forno com limão e para sobremesa Quartos de marmelos assados com laranja e canela.

Frango assado é daqueles pratos que eu acho que toda a gente gosta, seja assado no churrasco ou no forno, e para além disso, constitui uma óptima opção para uma refeição económica.

A receita que hoje apresento aprendi-a um dia, por altura de S. Martinho, quando resolvi comprar uma cloche para fazer castanhas assadas numa pequena loja de bairro, cá em Lisboa. Em conversa com a vendedora, uma senhora encantadora, acabou por me ensinar esta receita.

Frango no forno com limão

Ingredientes:
1 frango
1 limão
1 cubo de caldo de galinha
sal

1. Dispor o frango cortado em quatro pedaços num tabuleiro de forno.

2. Temperar com umas pedrinhas de sal.

3. Polvilhar a carne com um cubo de caldo de galinha cortado em pedaçinhos.

4. Regar com o sumo de limão.

5. Levar ao forno a assar. De vez em quando regar a carne com o molho e a meio da cozedura voltar os pedaços de frango.

Servir o frango com batatas fritas e salada de alface, tomate e pepino.


Quartos de marmelos assados com laranja e canela

O Outono é tempo de marmelos. Assados ficam uma delícia. Eu adoro.


Ingredientes:
3 marmelos
sumo e zestes de uma laranja
2 colheres de sopa bem cheias de açúcar amarelo
canela
5 colheres de sopa de água
nozes picadas

1. Depois de bem lavados, cortar os marmelos em quatro e retirar-lhes as sementes.

2. Dispor os marmelos cortados num tabuleiro de forno.

3. Polvilhar com açúcar amarelo, canela e as zestes da casca de laranja.

4. Regar com o sumo de laranja e cinco colheres de sopa de água.

5. Levar ao forno a assar. Durante a cozedura regar os marmelos com o molho.


6. Servir ainda mornos com nozes picadas.

Estes quartos de marmelos poderão também ser servidos com bolas de gelado.


Vamos então às contas:

Bom apetite!

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Salada de ovas de bacalhau


O Verão insiste em ficar. Os dias estão quentes e abafados. Confesso que já me apetecia mudar e não me importava nada que estivesse o tempo típico do Outono, especialmente dias mais frios a pedir comidinhas reconfortantes. Mas não. As temperaturas comtinuam altas e as noites andam amenas.

Num destes dias de calor, em que a mesa foi posta no quintal, fiz uma salada de ovas. A minha primeira salada de ovas. A receita encontrei-a aqui.


Ingredientes:
2 ovas de bacalhau
1 cebola picada
1 pimento verde cortado em cubinhos
1/4 de pimento vermelho cortado em cubinhos
3 tomates médios
1 ramo de coentros ou de salsa
sal
pimenta de moinho
azeite
vinagre


1. Cozer as ovas em água temperada com sal.

2. Cortar as ovas às rodelas ou em pequenos pedaços, depois de frias.

3. Numa taça colocar as ovas, uma cebola picada, os pimentos cortados em pequenos cubos, os tomates cortados em pedaços e os coentros picados.

4. Temperar com sal, pimenta, azeite e vinagre. Mexer e servir.


Acompanhei estas ovas com tostas e pão fresco. Cá em casa esta salada serviu como refeição, mas poderá ser uma excelente entrada ou um petisco para um final de tarde, destes dias assim com calor.


Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Entrecosto no forno com marmelos

O tempo dos marmelos chegou e nesta altura do ano gosto sempre de experimentar marmelos em receitas salgadas. Da última vez que fui a Santarém trouxe um saco de marmelos, produzidos sem químicos, amarelinhos e bem cheirosos.


Ingredientes:
Entrecosto de porco (aprox. 600 g)
2 a 3 marmelos médios
1 limão
1 cebola grande
sal
coentros em pó
colorau
tomilho fresco
pimenta
1 dl de azeite
1,5 dl de vinho branco

1. Colocar num tabuleiro de forno o entrecosto, cortado pelas costelas. Dispor juntamente com a carne os marmelos cortados em grandes fatias com a pele.

2. Espremer o limão por cima da carne e dos marmelos.

3. Espalhar a cebola cortada em gomos finos, por cima da carne.

4. Temperar com sal, pimenta acabada de moer, colorau e coentros em pó ou esmagados no almofariz. Juntar um raminho de tomilho.

5. Regar com o azeite e o vinho branco.

6. Levar ao forno a assar. Mexer de vez em quando. Se for necessário a meio da cozedura borrificar com vinho branco para não secar demasiado.


Esta receita foi encontrada no site da Vaqueiro. A receita original é feita com costeletas de borrego que eu substituí por entrecosto, utilizei azeite em vez de margarina e introduzi na lista de ingredientes a pimenta.

Acompanhei este prato com arroz branco e salada.

Outras receitas salgadas com marmelos:
- Tajine de borrego com marmelos;
- Frango com marmelos;
- Borrego no forno com marmelos.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Salmão com crosta de amêndoa, queijo e coentros


Desde que vi a receita de salmão com crosta crocante de queijo no suplemento da revista BBC Good Food de Setembro, que fiquei com água na boca e vontade de a colocar em prática. Acabou por ser um destes dias o meu jantar.



Ingredientes:
4 lombos de salmão
40 g de amêndoa palitada
50 g de queijo mozzarella
coentros frescos picados
pimenta de moinho
azeite
margarina para untar

1. Misturar a amêndoa, com o queijo e os coentros picados.

2. Untar um tabuleiro de forno com margarina. Dispor os lombos de salmão.

3. Distribuir por cima dos lombos a mistura de amêndoa, queijo e coentros.

4. Temperar com pimenta acabada de moer e um fio de azeite.

5. Levar a assar ao forno, previamente aquecido.

Fiz pequenas alterações à receita original: usei mozzarella em vez de Gruyère ou Emmental, usei coentros em vez de salsa, introduzi a pimenta e o azeite.

Uma receita deliciosa. Acompanhei os lombos de salmão com arroz branco e salada de alface e tomate.

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

Um almoço na zona saloia ...

No sábado fui almoçar a casa dos meus cunhadinhos Cristina e Paulo, na Malveira, conhecida zona saloia de Lisboa. Este foi mais um almoço para juntar a família, depois das férias, à volta da mesa, falarmos das nossas vidas e sabermos notícias uns dos outros.

O almoço comecou com uns aperitivos: caipirinhas, guacamole, queijo e outros snacks.

Sentados à mesa, começámos a nossa refeição com um prato moçambicano, lá da terra - como diz o Paulo e a sua mãe, Maria Antonieta. Este prato é conhecido como Matapa e era confeccionado em terras moçambicanas, no tempo em que a família ali viveu.

A Matapa é um prato que leva camarão, couve e que acompanha com massa de farinha de milho cozida. Segundo as indicações dadas pela amável Maria Antonieta que adaptou a receita aos nossos ingredientes, para fazer a Matapa começa-se pelo leite de coco. Num tacho colocar coco ralado e de seguida cobri-lo com água a ferver. Deixar ficar 10 a 15 minutos. De seguida triturar e depois coar.

Descascar amendoim e num almofariz esmagá-lo até ficar uma pasta. Depois, cozer a couve portuguesa no leite de coco, juntamente com cebola picada, 2 tomates bem maduros e uma pitada de sal. Deixar cozinhar um pouco. Depois adicionar camarão descascado em cru e um pouco de piripiri. Deixar acabar de cozinhar.

Este prato, como já referi, é acompanhado com massa de farinha de milho (pirão). Levar um tacho com água ao lume, temperada de sal. Quando a água ferver, adicionar farinha de milho. Mexer. Quando a farinha se começar a despegar do tacho, é sinal que está pronta.

Gostei de provar este prato moçambicano, que foi para mim uma verdadeira novidade. Havia ainda, para quem quisesse, um fantástico achar (não picante) de manga.

O prato principal, feito pelos donos da casa, foi uma versão adaptada de Moussaka a que acrescentaram molho béchamel e que toda a gente adorou. Foi servida com uma salada de verdes.

Nas sobremesas, deliciámo-nos com uma baba de camelo feita pelo cunhado Hugo, que é já uma referência na confeccção desta sobremesa, uma taça de salada de fruta feita pelos sogros Eduarda e Joaquim e, um crumble de maçã, feito por mim.

Depois das sobremesas recebemos dos donos da casa umas pequenas lembranças, da sua última viagem. Mel da Serra da Lousã e sal aromático (alecrim), produzido por Planta do Xisto.

Depois do almoço, não resisti e fui dar uma voltinha pelas barracas de frutas e legumes que gosto sempre de visitar quando ali vou. Para além de visitar, acabo por trazer sempre umas comprinhas, desta vez trouxe castanhas, alhos, piripiris, peras, pêssegos, pão ...

Nos mercados ou neste tipo de postos de venda encontro sempre alguma coisa que me surpreende, aqui, desta vez, encontrei azeitonas retalhadas ou seja, já prontas a serem conservadas. Como me dizia a vendedora: - já estão prontinhas e assim, a senhora nem suja as mãos!