Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Carne guisada com marmelos e batata doce


Eu gosto da combinação do marmelo com carne e procuro testar esta ligação com outros sabores. Desta vez acrescentei alho-francês, espinafres e batata-doce.


Ingredientes:
1 cebola picada
4 dentes de alho picados
azeite
3 tomates maduros limpos de peles e sementes
600 g de carne de porco cortada em cubos
sal
pimenta
pimentão doce
1 dl de vinho branco
2 marmelos
1 alho-francês (apenas a parte branca)
2 batatas doces
250 g de folhas de espinafre

1. Num tacho colocar a cebola picada, os dentes de alho e azeite. Levar ao lume e deixar amaciar a cebola um pouco. De seguida adicionar o tomate picado.

2. Acrescentar a carne de porco. Temperar com sal, pimenta e pimentão doce. Regar com o vinho branco e deixar estufar em lume brando.

3. Adicionar os marmelos cortados em cubos, limpos de pele e sementes e o alho francês cortado às rodelas. Voltar a tapar o tacho e deixar cozinhar durante alguns minutos. Acrescentar a batata doce. Se for necessário juntar um pouco de água quente ao preparado.

4. Por fim, adicionar as folhas de espinafre e deixar acabar de cozinhar.

Este prato foi ontem o meu jantar, acompanhado de um vinho tinto regional alentejano - Meio Século, reserva 2007.

O contraste de sabores resultou muito bem, na minha opinião, o ácido do marmelo foi suavizado pelo doce da batata.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Salada quente de massa, legumes e marisco


Às terças-feiras, nas últimas semanas, chego a casa muito tarde. Quando chego bebo um chá, petisco qualquer coisa e acabo por me deitar também bastante tarde. Na quarta-feira é o dia da semana em que me levanto mais cedo. Resultado, nestes dias acabo por deixar a preparação das refeições bem no fundo da minha lista de coisas a fazer. Ontem, quando cheguei, fui para a cozinha e não tinha nada descongelado (eu recuso-me a usar o microondas para descongelar!) à espera de ser cozinhado e nem tinha grandes ideias.

Abri o frigorífico e vi uma cabeça de brócolos que me fez lembrar uma receita, uma salada de brócolos, massa de lacinhos, corações de alcachofras e tomate seco, que vi no Top Chef, um concurso televisivo em que os participantes são chefs de cozinha, e que na altura me despertou a curiosidade, apesar de a concorrente ter sido eliminada. Como quase sempre costumo fazer, inspirei-me nessa receita, mas fiz logo algumas adaptações à minha maneira.

Ingredientes:
1 cebola
3 dentes de alho
azeite
tomate seco em azeite
1 pimento vermelho assado grande (usei pimento em conserva)
sal
pimenta preta de moinho
1 cabeça de brócolos
massa de lacinhos
1 embalagem de camarão descascado congelado
1 embalagem de mexilhão congelado
1 mão cheia de folhas de manjericão

1. Cozer a massa em água temperada de sal. Depois de cozida escorrer.

2. Cortar a cabeça de brócolos em raminhos e levar a cozer em água temperada com sal. Depois de cozidos, deixar escorrer.

3. Cortar a cebola em meias luas para uma frigideira. Adicionar os dentes de alho picados e o tomate seco cortado em pedaços. Aproveitar o azeite do tomate e adicionar ao preparado. Se não for suficiente, adicionar mais um pouco de azeite.

4. Levar ao lume e deixar frigir um pouco. Adicionar os camarões e o mexilhão. Temperar com sal e pimenta. Deixar cozinhar.

5. Acrescentar uma mão cheia de folhas de manjericão ao preparado, já fora do lume.

6. Numa saladeira juntar os brócolos, a massa, o pimento vermelho cortado em tiras e por fim o preparado de camarão com os mexilhões. Mexer e servir.

Não sei se esta receita faria ou não sucesso junto do júri do Top Chef, mas cá em casa passou no teste com boa nota.

Esta salada foi acompanhada com um vinho tinto açoriano, da ilha do Pico, Curral Atlantis.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Bacalhau com broa de milho e couve lombarda


No domingo resolvi juntar dois ingredientes que tinha cá em casa: bacalhau e couve lombarda. Lembrei-me de fazer as postas de bacalhau enrolado nas folhas de couve e depois assado com batatas, à moda do Minho, mas não era bem isso que me apetecia.

Fiz uma breve pesquisa e encontrei esta receita que me agradou, a que acrescentei os dentes de alho e a folha de louro.


Ingredientes:
6 postas pequenas de bacalhau (0,950 g)
1 couve lombarda (1,350 Kg)
4 cebolas (0,560 g)
1 cabeça de alhos pequena (9 dentes de alho)
1 folha de louro
pimenta preta de moinho
0,300 ml de azeite
sal
500 g de broa de milho

1. Lavar e limpar a couve dos talos mais grossos. Cortá-la em juliana. Levar a cozer em água temperada com sal.

2. Depois da couve cozida, deixar a escorrer num passador.

3. Cozer o bacalhau. Desfazê-lo em lascas, limpo de peles e espinhas.

4. Cortar as cebolas em meias luas para um tacho. Juntar os dentes de alho picados, a folha de louro e o azeite. Temperar com sal e pimenta a gosto. Levar ao lume e deixar alourar a cebola. Juntar o bacalhau e deixar refogar bem.

5. Retira-se a côdea à broa e desfaz-se com as mãos.

6. Colocam-se os ingredientes num pirex pela seguinte ordem: uma camada de broa, uma camada de mistura de bacalhau com a cebola e uma camada de couve. Repetem-se as camadas, sendo que a úlima deverá ser de broa.

7. Levar o preparado ao forno pré-aquecido. Assim que a broa esteja dourada retirar e servir.

Na receita original publicada no Petiscos.com recomendam 10 minutos a 200º C e depois 8 na posição de grelhador para tostar a broa.

Este bacalhau ficou uma delícia. Adorei.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Doce de melão com amêndoas


Em Novembro é tempo de castanhas, dióspiros, tangerinas, romãs e de ... melão. O melão chegou à minha cozinha pela mão da minha mãe que mos ofereceu, mas também se encontram com facilidade, agora, nos supermercados. A qualidade de melão a que me refiro é o de casca verde, com pequenas manchas, tipo pele de sapo.

Resolvi transformar um desses melões em doce.

Ingredientes
1 kg de melão descascado e sem pevides
600 g de açúcar amarelo
2 colheres de chá de canela
100 g de amêndoa laminada ou palitada torrada
sumo de 2 limões médios

1. Cortar o melão aos pedaços e colocar numa panela ou tacho, às camadas, com o açúcar misturado com a canela .

2. Levar ao lume médio e deixar ferver aproximadamente cinco minutos, mexendo lentamente.

3. Adicionar o sumo de limão e as amêndoas. Deixar apurar o doce em lume brando, mexendo de vez em quando, até obter o ponto de estrada.

4. Guardar o doce em frascos.

O doce fica uma delícia. As amêndoas dão-lhe textura.

Esta receita é da Sidul.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Afinal, o que mais contribui para a felicidade dos seres humanos?

O que é que mais contribui para a felicidade dos seres humanos? As grandes descobertas científicas ou a descoberta de um novo prato? O Que se leva desta Vida é o título da peça escrita por João Canijo, em cena no Teatro S. Luiz, até dia 22 de Novembro, em Lisboa, e dá-nos a resposta a estas questões:

«Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues são dois cozinheiros criativos que dirigem o restaurante Cópia, em Lisboa.
Costumam dizer que a descoberta de um novo prato contribui mais para a felicidade dos seres humanos do que a descoberta de uma nova estrela. Mas quando tentam inventar juntos a receita que lhes pode conquistar a primeira estrela Michelin, o confronto é inevitável. Um espectáculo sobre a arte e a ciência da cozinha, sobre a insatisfação permamente e o espírito inventivo de dois cozinheiros que acabam por descobrir que um prato conta sempre a história de quem o cozinhou.»

Na sexta-feira aceitei o convite da Isabel e lá fomos nós, com o Luís, a Suzana, o Pedro e o Ricardo ao teatro. Ver no palco reproduzida a azáfama de uma cozinha profissional e consequentemente uma história e diálogos à volta da comida, foi o suficiente para que eu não quisesse perder esta peça.

Como é referido na sinopse, a acção passa-se na cozinha do restaurante Cópia, em Lisboa, onde se assiste, por parte da brigada do restaurante, à confecção de um menu: Miminhos dos Chefs - vieiras coradas com espuma de cenoura e gengibre; Texturas de Gaspacho - gelatina de gaspacho vermelha, gaspacho líquido e espuma de gaspacho; Índico - espetada de camarão de Moçambique com gelatina de funcho braseada e ar de marisco; Escamas Martín - escamas de salmonete crocantes com ar de peixe e legumes verdes; Outonal - risotto com magret de pato e seu molho; Mentira de carnes - variações sobre a alheira: areias, crocantes, gelatinas e gelado; Silvestre - panacotta de pimenta longue com creme de framboesas silvestres e gelado de rosas.

Ao longo do desenrolar dos diálogos vamos percebendo que os chefs Gonçalo e Tiago olham para o mundo dos sabores de maneira diferente. Um valoriza os produtos em si, a qualidade e a origem, enquanto o outro aposta no resultado final, nas fórmulas e na cozinha molecular ou científica. Este é o ponto de discórdia que conduz a uma discussão entre os dois, ao longo da peça.

Gostei dos diálogos e dos momentos de humor, do cenário, de ver ao vivo a confeccção de todo o menu, surpreendi-me com a confeccção das escamas de salmonete, gostei das referências a grandes cozinheiros, a técnicas e da presença do compêndio de cozinha Food and Cooking de Harold McGee. Foi interessante ver os intérpretes a utilizarem azoto líquido e a empratarem as suas criações/experiências. No entanto, houve momentos em que achei a discussão cansativa e o recurso a excessos de linguagem usados durante demasiado tempo. Na representação, destaca-se a interpretação de Gonçalo Waddington.

Em busca da nossa felicidade, assim que acabou o teatro, rumámos para o restaurante Fábulas, no Chiado. O local é muito agradável, as paredes são de pedra e algumas das mesas são máquinas de costura antigas. Pedimos uma garrafa de vinho tinto e tostas de pão de sementes com pasta de azeitona, queijo de cabra e rúcula acompanhadas com salada de alface e tomate cereja. Humm ... uma noite de sexta-feira muito bem passada.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

4 por 6: Soufflé de espinafres e Dióspiros

Para esta participação no projecto 4 por 6 irei servir Soufflé de Espinafres acompanhado com salada de tomate e para sobremesa dióspiros.

Soufflé de Espinafres


Desde a minha visita ao restaurante XL, em Lisboa, que fiquei com vontade de confeccionar soufflé de espinafres. Claro que não consegui fazer como o que na altura saboreei lá, mas esta versão ficou muito agradável. Inspirei-me numa receita de soufflé de abóbora da Vaqueiro.



Ingredientes:
1 cebola
3 dentes de alho
50 g de margarina
300 g de folhas de espinafre
2 colheres de sopa de farinha
3 dl de leite
3 ovos
80 g de queijo ralado
sal
pimenta
noz moscada

1. Levar ao lume num tacho a cebola picada, os alhos e a margarina. Deixar alourar.

2. Escaldar as folhas de espinafre em água a ferver durante aproximadamente 5 a 7 minutos. Escorrer e picá-los.

3. Adicionar ao refogado de cebola os espinafres picados. Mexer e deixar cozinhar um pouco em lume brando.

4. Polvilhar com a farinha, mexer e adicionar o leite. Temperar com sal, pimenta e noz moscada a gosto. Deixar engrossar o molho, em lume brando.

5. Ligar o forno para 200º C.

6. Desfazer as gemas, juntar-lhes o queijo ralado e misturar com o creme de espinafres, já fora do lume, mexendo muito bem.

7. Envolver o preparado de espinafres com as claras batidas em castelo.

8. Levar ao forno durante cerca de 25 minutos numa fora para soufflé, untada com margarina.

Acompanhei o soufflé com salada de tomate. Temperada com sal e azeite. As referências da temperatura e o tempo de cozedura foram retiradas da receita original, pois no meu forno não consigo controlar a temperatura. Para os soufflés as claras devem estar bem batidas em castelo.

Para sobremesa, proponho dióspiros, um fruto da época.


Bem maduros, de preferência fresquinhos, para serem comidos à colher.


Deliciem-se ...


Vamos então às contas:

Bom apetite!

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Sopa com feijão de debulhar

Esta semana tenho tido pouco tempo para a cozinha. Mas mesmo com pouco tempo procuro ter sempre sopa feita.

Ingredientes
1 cebola picada
1 tomate grande maduro limpo de peles e sementes
2,5 L de água
2 courgettes
1cenoura grande
300 g de feijão debulhado
200 g de feijão verde cortado em pedaços
100 g de massa cotovelinhos
1 molho de nabiças
sal
azeite

1. Picar a cebola e o tomate para uma panela com água. Levar ao lume e deixar ferver um pouco. De seguida acrescentar as courgetes e a cenoura cortadas em pequenos cubos, o feijão debulhado e o feijão verde cortado em pedaços. Deixar ferver.

2. Acrescentar a massa cotovelinhos. Temperar com sal a gosto e deixar ferver mais um pouco.

3. Adicionar um molho de nabiças cortadas. Deixar cozinhar.

4. Antes de retirar a panela do lume, regar com um fio de azeite.

Para esta sopa inspirei-me numa receita da minha mãe, que faz sempre umas sopas que eu aprecio, cheias de legumes.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Salada de melão com dois queijos

Apesar de os dias estarem mais frios, de vez em quando continua a saber bem uma salada. No domingo foi o que fiz para o jantar.

Há uns tempos a minha mãe ofereceu-me vários melões que entretanto ficaram arrumados. Agora voltei a olhar para eles e antes que se estraguem, resolvi dar-lhes destino.


Ingredientes:
2 fatias de melão
2 queijinhos frescos
queijo feta
1/2 pimento vermelho pequeno assado ou de conserva
azeitonas verdes recheadas com pimento
alface
pinhões torrados
coentros picados
pimenta de moinho
azeite
sal

1. Colocar a alface previamente lavada e cortada num recipiente. Juntar o melão cortado, limpo de sementes e sem casca.

2. Acrescentar o pimento cortado em tirinhas, os queijinhos frescos e o queijo feta cortados em cubos, as azeitonas e os pinhões. Por fim, polvilhar com coentros picados.

3. Temperar a salada com sal, pimenta e azeite.

Para esta salada fui buscar inspiração a uma receita da Vaqueiro.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Lombo de porco assado com castanhas

Para além das folhas caídas no chão, um outro sinal de que estamos no Outono, em Lisboa, é o cheiro a castanhas assadas na rua. Adoro. Acho até um pouco romântico ver os vendedores de castanhas com os assadores e os cartuchos de papel, antigamente feitos com as folhas das páginas amarelas ou das listas telefónicas. O fumo dos assadores transforma a atmosfera envolvente e as castanhas quentinhas, assadas como só eles fazem, sabem tão bem, reconfortam a alma em dias frios e cinzentos.

Aproveitando que estamos em época de castanhas, resolvi fazer um prato de carne acompanhado com elas. O lombo de porco assado com castanhas que apresento hoje, foi inspirado nesta receita, à qual fiz diversas alterações.


Ingredientes:
1,300 kg de lombo de porco
sal
5 dentes de alho picados
1 colher de chá de pimenta da jamaica
1 colher de chá de pimenta preta em grão
4 cravinhos
1 colher de chá de sementes de anis verde
1 ramo de alecrim
1 ramo de tomilho
2 colheres de sopa de massa de pimentão
2 colheres de chá de pimentão doce
0,5 L de vinho branco
0,5 dl de água
10 cebolinhas para assar
1 kg de castanhas congeladas
2 colheres de sopa de banha
azeite


1. Temperar a carne com sal, o alho, as pimentas, cravinho, anis, pimentão doce, calda de pimentão, o alecrim e o tomilho. Regar com o vinho branco e deixar a marinar umas horas.

2. Colocar a carne e a marinada num tabuleiro de forno. Juntar as cebolinhas, adicionar a água, a banha e regar com um fio de azeite.

3. Levar ao forno a assar. A meio da assadura adicionar as castanhas.

4. Servir com salada de alface e tomate.

Como o meu forno não me permite controlar de forma eficaz a temperatura, refiro que na receita onde me inspirei o tempo de cozedura é sensivelmente 1h a 1h30, em forno pré-aquecido a 200 ºC.

Este prato fica muito saboroso, especialmente devido à mistura de especiarias com as ervas aromáticas.

P.S. A revista Gingko tem online um complemento ao artigo publicado na revista nº17 sobre o projecto 4 por 6.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Febras na frigideira com pimentos e cebola

Há dias em que chego a casa e a vontade de fazer pratos elaborados ou que exijam "receita" é muito pouca. Num desses dias deixei febras a descongelar para o jantar e, como estava num dia em que me apetecia ser criativa, resolvi improvisar.

Numa frigideira coloquei três dentes de alho picados, azeite e 1/4 de pimento vermelho e 1/4 de pimento verde cortados em tirinhas, que tinha guardado no congelador. Levei ao lume e deixei cozinhar um pouco. De seguida juntei as febras temperadas com uma folha de louro partida e sal. Na frigideira temperei ainda com pimenta verde em grão e uma malagueta. Acrescentei uma cebola cortada em meias luas, borrifei com um pouco de vinho branco e deixei acabar de cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando.

Servi com coentros picados e acompanhei com arroz branco e salada de alface e tomate.

Febras na frigideira com pimentos e cebola, um improviso que resultou muito bem.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Peras douradas com gelado, amêndoas e framboesas

Respondendo ao simpático desafio da Moira, hoje para o 2º aniversário da Tertúlia de Sabores preparei umas peras douradas. Para saberem mais pormenores sobre o evento visitem a Tertúlia.


Ingredientes:
3 peras Rocha
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de mel
Amêndoas laminadas torradas
Framboesas
Gelado de baunilha
Maple Syrup

1. Descascar as peras e cortar em metades.

2. Derreter a manteiga, numa frigideira antiaderente, e adicionar o mel.

3. Alourar as peras na mistura de manteiga e mel durante 10 minutos, em lume médio, rodando as peras para que fiquem douradas.

4. Servir as peras acompanhadas de framboesas e gelado de baunilha. Polvilhar com amêndoas laminadas torradas e por fim, regar com maple syrup.

Esta minha proposta foi inspirada numa receita publicada na revista Blue Cooking nº 35 de Janeiro de 2009.

Para a Moira e para a Tertúlia de Sabores, muitos parabéns e muitos anos de vida.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Esparguete com pimento vermelho assado, rúcula e camarões


Há dias em que gosto de cozinhar sem receita, apenas ao sabor da imaginação e dos ingredientes que tenho disponíveis.

Numa frigideira coloquei três dentes de alho picados e uma cebola cortada em meias luas. Reguei com um pouco de azeite e levei ao lume. Deixei amaciar a cebola e de seguida adicionei 200 g de miolo de camarão (usei congelado). Temperei com sal e pimenta. Juntei um pimento vermelho assado cortado em pedaçinhos. Deixei cozinhar um pouco. Antes de retirar do lume adicionei um ramo de folhas de manjericão cortadas.

Adicionei este preparado a massa esparguete acabada de cozer e previamente escorrida, juntamente com duas mãos cheias de rúcula selvagem. Por fim, adicionei lascas de queijo parmigiano-reggiano.

Uma delícia! Acompanhei este prato com sumo de laranja, feito com laranjas apanhadas no meu quintal.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Marmelos salteados

Em tempo de marmelos gosto de os aproveitar para fazer receitas salgadas. Este ano já os usei assados no forno com entrecosto e como sobremesa, que resultou muito bem.

Agora apresento uma sugestão, que encontrei o ano passado na revista Única, e que faço desde essa altura.


Ingredientes:
3 marmelos
margarina
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre de sidra
1 colher de sopa de mel

Cortei três marmelos em fatias, previamente limpos de sementes.

Coloquei um pouco de margarina numa frigideira antiaderente. Levei ao lume e assim que a margarina derreteu, juntei os marmelos. Deixei cozinhar um pouco.

De seguida adicionei 2 colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de vinagre de sidra e uma colher mal cheia de mel. Mexi de vez em quando e quando vi que os marmelos já estavam macios retirei do lume.

Estes marmelos salteados são um óptimo acompanhamento para pratos de carne.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

4 por 6: Creme de batata e alho-francês e Arroz de farinheira e couve

Hoje para o menu do 4 por 6 apresento um creme de batata e alho-francês e para prato principal um arroz de farinheira com couve lombarda.

A receita do creme foi inspirada na «Potage Parmentier» de Julia Child. Há uns tempos atrás li o livro Julie e Julia. No primeiro capítulo o modo como Julie fala desta sopa despertou-me a curiosidade: «primeiro descascam-se duas batatas cortam-se em bocados. Cortam-se alguns alhos-franceses, lavam-se bem para lhes tirar a terra - os alhos-franceses são pequenos aspiradores de lama. Atiram-se estes dois ingredientes para dentro de uma panela, juntamente com água e sal. Deixa-se cozer em lume brando durante quarenta e cinco minutos, mais ou menos, e depois, das duas uma: ou se «esmagam os vegetais na sopa com um garfo» ou passam-se num passevite (...) Depois de esmagados os ingredientes, basta misturar duas boas porções de manteiga e está feita. JC diz para polvilhar com salsa, mas não é necessário. Já fica suficientemente bonita assim e tem um cheiro maravilhoso, o que não deixa de ser estranho quando se pensa nisso. Aquilo não leva mais nada, a não ser alhos-franceses, batatas, manteiga, água, pimenta e sal.»

A simplicidade desta sopa agradou-me e resolvi confeccioná-la, mas à minha maneira.


Creme de batata e alho-francês

Ingredientes:
4 batatas
3 alhos-franceses (apenas a parte branca)
1 cebola
água
sal
azeite

1. Descascar as batatas e a cebola. Cortar em pedaços.

2. Lavar muito bem o alho francês. Cortar me pedaços.

3. Colocar os legumes numa panela. Tapar de água e temperar com sal a gosto. Levar ao lume a cozer.

4. Depois dos legumes cozidos, triturá-los com a ajuda da varinha mágica. Regar com um fio de azeite e deixar levantar fervura.


Como é sugerido, podem servir a sopa polvilhada de salsa ou coentros picados.

Arroz de farinheira e couve

A primeira vez que fiz arroz de farinheira, gostei. Quando vi a receita de risotto de farinheira e couve, promovido pela Caçarola na revista Blue Cooking nº 35 de Janeiro deste ano, marquei-a logo na minha lista de receitas a confeccionar.

As receitas são indicações, pontos de partida e como tal não segui a receita original passo a passo. Assim tem muito mais piada!

Fiz algumas alterações: - usei arroz carolino, acrescentei a cenoura, usei azeite em vez de manteiga, usei o caldo de escaldar a couve em vez de caldo de legumes e suprimi o queijo parmesão.


Ingredientes:
6 folhas de couve lombarda escaldadas
2 cebolas
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
1 dl de vinho branco
1 cenoura
1 farinheira cozida
320 g de arroz
1,2 L (aprox.) de água de escaldar as folhas de couve

1. Picar as cebolas e os dentes de alho para um tacho. Adicionar o azeite e levar ao lume, deixar refogar até a cebola estar quebrada. Adicionar a cenoura cortada em pequenos cubos.

2. Adicionar o arroz e mexer. De seguida adicionar o vinho branco e mexer também, sempre em lume brando.

3. Ir adicionando a pouco e pouco a água de escaldar a couve. A água deve estar quente.

4. Minutos antes de o arroz estar pronto, adicionar a couve cortada em pedaços e a farinheira sem pele, desfeita.

Este arroz fica muito bom. A couve dá-lhe textura.

Vamos então às contas:

A partir de hoje encontram à venda o nº 17 da revista Gingko com uma reportagem sobre o projecto 4 por 6, como já referi neste post.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Café Saudade em Sintra ...

No domingo de manhã fui até à vila de Sintra, ao Café Saudade. Foi aqui que a Rute marcou o encontro do À Volta das Letras, depois de lermos o famoso romance de Gustave Flaubert, Madame Bovary. Os encontros do clube de leitura À Volta das Letras têm normalmente a particularidade de serem à volta de uma mesa, num local agradável, ou para tomar o pequeno-almoço ou para jantar e, no meio lá vamos falando de livros, de leituras e de tudo um pouco.

Em relação ao Café Saudade, apenas tinha a indicação que ficava perto da estação de comboios. Assim que cheguei, foi uma surpresa. Encontrei um espaço bonito, cuidado, com muitos sinais de bom gosto e cheio de pormenores que o enchem de vida.

Está dividido por várias salas, a decoração é feita com produtos tradicionais portugueses e procuraram adaptar o espaço à traça original da casa, a antiga fábrica de queijadas Matilde, marca ainda existente num dos tectos.

O Café também tem mesas no espaço exterior.

A nossa mesa encheu-se de croissants, torradas, bolo de chocolate (muito bom, recomendo), pastéis de nata, meias de leite e cafés.

À tarde costumam ter scones. O Café Saudade também dinamiza actividades culturais.

Quando passarem por Sintra, aconselho uma visita a este espaço.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Lisboa Restaurant Week II edição - restaurantes Eleven e adLib


A ida ao restaurante Eleven, no âmbito da iniciativa Lisboa Restaurant Week, coincidiu com um sábado cheio de sol, o que nos permitiu desfrutar em pleno da excelente vista do restaurante sobre Lisboa e o rio Tejo. A vista e o espaço valorizam só por si o restaurante.

Começámos a nossa refeição com pãezinhos, uma taça de azeite e ceviche de tamboril com puré de cenoura e royal de foie gras com compota de alperce e pão de bacon. Depois seguiu-se uma sopa de bacalhau e ervilhas. Diferente. Um caldo que suponho que levou natas, com lascas de bacalhau e ervilhas. O prato principal foi bochecha de porco preto com dois purés, um de batata e outro de beterraba. A carne estava tenra, suculenta. O uso dos dois purés foi curioso, pois já no Alecrim às Flores nos serviram o prato principal com a combinação de dois purés.

A sobremesa servida foi tarte de maçã com flor de sal e gelado de caramelo. A acompanhar o café veio um prato com telhas de amêndoa, um doce de frutos silvestres, maravilhoso, e bolinhos de manteiga com pistácio.

O vinho escolhido foi Cortes de Cima, Syrah 2005.

A ida ao Eleven constituiu um momento especial, não é todos os dias que se vai a um dos mais conceituados restaurantes nacionais. A vista é magnífica e gostei do espaço entre as mesas, especialmente no primeiro piso. Em termos de comida apenas a sopa de bacalhau superou as minhas expectativas - que eram bastante elevadas - não podendo, no entanto, apontar o dedo a nada do que foi apresentado. Apesar disso, notei algumas falhas no serviço, o que num restaurante deste nível, na minha opinião, não podem acontecer.

No domingo para jantar o local escolhido foi o restaurante adLib, no Hotel Sofitel Lisboa, na Avenida da Liberdade. Assim que entrei gostei do espaço e da decoração. Transmite uma imagem elegante, moderna e intimista.

Aqui para entrada escolhemos maioritariamete uma salada crocante estilo asiática e apenas o Ricardo optou pelo tomate recheado com atum e alcaparras.

O prato principal foi Peito de Frango grelhado com leite de coco e erva limeira com arroz e caril, o Ricardo na escolha do prato principal voltou a ser diferente e optou pela Dourada salteada com puré de batata e alho com molho "vierge".

O vinho escolhido foi um tinto Terras de Grifo de 2007.

Para sobremesa escolhemos tarte de maçã, estilo tatin, com sorbet de chocolate branco e limão. A outra sobremesa escolhida foi um arroz doce com laranja e canela - tinha que ser, claro! O arroz doce era servido com uma bolacha de manteiga com canela e eu apesar de não ser grande apreciadora deste tipo de sobremesa, gostei bastante.

O adLib foi uma surpresa, revelou-se um dos melhores restaurantes que tive a possibilidade de visitar nesta iniciativa.

Esta II edição da Lisboa Restaurant Week foi uma excelente iniciativa que nos permitiu visitar oito restaurantes num curto espaço de tempo. Definitivamente, a repetir!

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Projecto 4 por 6 na revista Gingko ...

Na edição de Novembro da revista Gingko encontram uma reportagem sobre o projecto 4 por 6 da autoria da jornalista Cláudia Henriques. Depois de cada uma das envolvidas no projecto ter respondido às muitas perguntas da Cláudia, chegou o dia da sessão fotográfica realizada na cozinha da Marizé.

Num sábado, em meados do mês de Setembro, os nossos caminhos cruzaram-se num dia maravilhoso, com sol, em terras ribatejanas. Eu ia cheia de entusiasmo e, confesso, até algum nervosismo. Como alguém que eu conheço nunca quer pedir indicações ;), depois de algumas voltas, lá chegámos a casa da Marizé. Assim que cheguei, tive finalmente a oportunidade de conhecer ao vivo a doce Mariana. O grupo ficou quase completo com a chegada das sempre simpáticas Pipoka e Suzana. Infelizmente a estimada Elvira não pôde viajar desta vez da maravilhosa ilha Terceira até ao nosso encontro.

Após nos termos sentado à mesa, entre muitas conversas, sorrisos, gargalhadas e boa disposição, começámos a petiscar as coisas boas com que a Marizé simpaticamente nos presenteou. A conversa ficou ainda mais alegre, com o vinho tinto, Valtorto de 2006, que a Mariana trouxe da região do Douro. :) Fomo-nos assim deliciando durante o final da manhã e grande parte da tarde.

Aqui fica um breve registo, de algumas das fantásticas iguarias:



Tarte Souflé de atum, uma receita da Pipoka que fez furor na blogoesfera, apresentada aqui pela mão talentosa da Marizé.

Folhadinhos de salsicha com sementes de sésamo.


Tábua de queijos com especial destaque para o queijo de São Jorge, trazido dos Açores pela Pipoka.

Manteiga de ervas, pasta de azeitona preta e pasta de azeitona verde.

Ovas de sardinha, que provei pela primeira vez.

Patê.

As famosas caralhotas, pão típico de Almeirim.

Depois dos salgados, o nosso entusiasmo continuou com os doces. Eu não tive pesos de consciência com as calorias, provei de todos. Não fariam o mesmo?! ;)


Bolo de chocolate. Humm ... muito bom!

Tarte de maçã com amêndoa, muito agradável, feita pela Suzana.



Depois de nos deliciarmos com todas estas coisas boas, fomos gastar algumas das energias numa sessão fotográfica "profissional":

Esta experiência foi divertida. Ora ríamos, ora ficávamos com os olhos fechados, ora ríamos mais um pouco, ora uma de nós mexia-se, ora outra ajustava o cabelo, ora ainda outra colocava a língua de fora ... o fotógrafo ia perdendo a paciência! :) Ao vermos as fotos achámos que até não correu nada mal.

No final, ficou a sensação de um dia bem passado, divertido e que guardo de uma forma muito especial na minha memória. Para além disso, é óptimo ter amigas assim tão especiais.

Para conhecerem melhor as caras por detrás do projecto 4 por 6 consultem a revista Gingko Nº17, nas bancas a partir de sexta-feira dia 30 de Outubro.